A dor crônica, na maioria das vezes, 

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Q4238098 Medicina
A dor crônica, na maioria das vezes, 
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é fisiopatológico: ao usar "dor crônica" e pedir o que ocorre "na maioria das vezes", a questão aponta para uma condição que frequentemente perde a função protetora da dor aguda e se torna mal adaptativa, com manutenção patológica da nocicepção e possível sensibilização periférica e/ou central; por isso, a alternativa correta é a C.

Tema central: Fisiopatologia da dor crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque dor crônica não se define por perdurar por tempo definido no sentido de resolução previsível. O critério temporal relevante é persistência prolongada, frequentemente com término incerto, e não um curso delimitado.
B
Errada
Está errada porque a dor crônica frequentemente não tem diagnóstico etiológico fácil. A base aponta etiologia multifatorial e correlação imperfeita entre lesão tecidual e intensidade dolorosa, o que afasta a ideia de causa única simples e facilmente identificável.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a dor crônica, em geral, perde a função biológica protetora típica da dor aguda e passa a representar uma resposta orgânica mal adaptativa. O fundamento médico é que há manutenção anômala da nocicepção e/ou do processamento da dor, com neuroplasticidade patológica, de modo que a dor deixa de ser apenas sinal útil de lesão e passa a constituir condição patológica em si.
D
Errada
Está errada porque a dor crônica pode, sim, cursar com sensibilização periférica, além de frequentemente se associar também à sensibilização central. Negar sensibilização periférica contraria o mecanismo fisiopatológico descrito na base, que inclui redução do limiar nociceptivo por mediadores inflamatórios e amplificação da transmissão dolorosa.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre dor aguda e dor crônica: quem trata dor crônica como simples prolongamento temporal de uma resposta protetora tende a errar e a negar seu caráter mal adaptativo e os mecanismos de sensibilização.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão falar em dor crônica, pense além do tempo de duração e procure a mudança fisiopatológica do processo doloroso.
  • Desconfie de alternativas que tratem dor crônica como resposta sempre protetora ou como quadro de causa simples e facilmente demonstrável.
  • Afirmações absolutas sobre ausência de sensibilização costumam estar erradas, porque dor crônica frequentemente envolve sensibilização periférica e/ou central.

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