Um homem de 58 anos de idade foi admitido em um hospital apó...
Diante da situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.
A forma clínica mais provável é a indeterminada.
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Para analisar a questão apresentada, é importante entender o contexto clínico do paciente descrito. O homem de 58 anos tem hanseníase com baciloscopia positiva e apresenta sintomas graves e disseminados da doença, inclusive complicações como neurite hansênica, que resultaram em sequelas neurológicas.
A questão central é identificar a forma clínica mais provável de hanseníase neste paciente. A hanseníase é classificada em diferentes formas clínicas, baseadas na resposta imunológica do paciente e na apresentação clínica, conforme o espectro de Ridley-Jopling. As formas principais são:
- Indeterminada: Caracterizada por lesões hipopigmentadas, com pouca ou nenhuma alteração sensitiva e sem bacilos na baciloscopia.
- Tuberculoide: Lesões bem delimitadas, com anestesia, e baciloscopia negativa.
- Dimorfa ou Borderline: Caracteriza-se por lesões mais variadas, geralmente com baciloscopia positiva.
- Lepromatosa: Muitas lesões, difusas, com baciloscopia fortemente positiva, comprometimento sistêmico e imunidade celular baixa.
Visto isso, vamos analisar o raciocínio clínico:
A forma clínica mais provável é a indeterminada.
Alternativa: Errado. A hanseníase indeterminada é uma forma inicial e mais leve da doença, caracterizada por lesões hipocrômicas e baciloscopia geralmente negativa. Este paciente apresenta sintomas sistêmicos graves, como lesões infiltradas, baciloscopia positiva, madarose (perda dos cílios), alopecia e comprometimento da mucosa nasal, que são características clássicas da forma lepromatosa da hanseníase.
Portanto, a alternativa está incorreta. O paciente não apresenta características da hanseníase indeterminada, mas sim da forma lepromatosa, que é indicada por:
- Lesões cutâneas difusas e infiltradas.
- Baciloscopia positiva.
- Comprometimento sistêmico e neurológico.
A compreensão detalhada do espectro clínico da hanseníase e a correlação com os achados clínicos são fundamentais para diagnosticar corretamente a forma da doença, conforme descrito em diretrizes como as do Ministério da Saúde e referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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Comentários
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Hanseníase Indeterminada: forma inicial, evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos ou evolui para as chamadas formas polarizadas em cerca de 25% dos casos, o que pode ocorrem em 3 a 5 anos. Geralmente, encontra-se apenas uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com distúrbio da sensibilidade, ou áreas circunscritas de pele com aspecto normal e com distúrbio de sensibilidade, podendo ser acompanhadas de alopécia e/ou anidrose. Mais comum em crianças.
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