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Q3878879 Meio Ambiente

O monitoramento de impactos socioambientais em terras quilombolas exige o uso de indicadores sensíveis às dinâmicas tradicionais rurícolas. Acerca do monitoramento e do uso de tecnologias geoespaciais, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__)O monitoramento participativo permite que a própria comunidade quilombola identifique alterações na qualidade da água e na disponibilidade de recursos extrativistas, servindo de alerta precoce para o descumprimento de condicionantes ambientais.


(__)Indicadores sociais de avaliação devem incluir a "segurança alimentar tradicional", mensurando se o empreendimento licenciando está impedindo o acesso das famílias quilombolas às áreas de roça rurícola ou coleta de frutos nativos.


(__)O uso de imagens de satélite com alta resolução temporal é ineficaz para o monitoramento de desmatamentos em territórios quilombolas, pois as sombras da floresta amazônica impedem a detecção de clareiras rurícolas inferiores a cinco hectares.


(__)A variação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) municipal é o único indicador fidedigno aceito pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para o monitoramento de impactos específicos de uma barragem de mineração sobre uma comunidade quilombola.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era distinguir as assertivas tecnicamente plausíveis das que trazem absolutizações indevidas. Os itens 1 e 2 são compatíveis com monitoramento participativo e indicadores sociais territorializados; os itens 3 e 4 são falsos porque atribuem ineficácia geral ao sensoriamento remoto e tratam o IDH municipal como único indicador aceito para impactos específicos.

Tema central: monitoramento socioambiental quilombola
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque exige que os itens 3 e 4 sejam verdadeiros. Isso contraria o critério técnico da questão: o item 3 erra ao afirmar que imagens de satélite com alta resolução temporal seriam ineficazes de forma geral por causa de sombras e por impor um limiar fixo de cinco hectares; o item 4 erra ao tratar o IDH municipal como único indicador fidedigno aceito para impacto específico em comunidade quilombola.
B
Errada
Está errada porque marca como falsos os itens 1 e 2, embora ambos sejam tecnicamente compatíveis com o monitoramento de impactos em terras quilombolas. O item 1 se ajusta à lógica do monitoramento participativo como alerta precoce, e o item 2 apresenta dimensão social pertinente ao contexto, com foco em segurança alimentar tradicional e acesso territorial.
C
Errada
Está errada por inverter justamente dois pontos centrais: trata o item 2 como falso, embora ele traga indicador social territorializado pertinente, e trata o item 3 como verdadeiro, embora ele contenha uma generalização técnica indevida sobre sensoriamento remoto.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde à sequência sustentada pelo critério técnico do monitoramento ambiental em comunidades quilombolas. O item 1 é verdadeiro, pois o monitoramento participativo é compatível com a identificação comunitária de alterações na água e nos recursos extrativistas e pode funcionar como alerta precoce para verificação de condicionantes. O item 2 também é verdadeiro, porque indicadores sociais territorializados podem incluir segurança alimentar tradicional e acesso às áreas de roça e coleta, dimensões pertinentes para medir impacto socioambiental em comunidades tradicionais. Já o item 3 é falso, porque afirma ineficácia geral do sensoriamento remoto e fixa um limite de cinco hectares, o que é tecnicamente indevido. O item 4 é falso, porque o IDH municipal é indicador agregado e não serve como critério único e suficiente para monitorar impacto específico sobre comunidade quilombola, além de não haver base para a alegada exclusividade perante o INCRA.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi usar formulações plausíveis nos itens 1 e 2 e, nos itens 3 e 4, inserir palavras categóricas como "ineficaz" e "único indicador fidedigno", tentando fazer passar como técnica uma conclusão absoluta que não se sustenta.
Dica para questões semelhantes
  • Em monitoramento ambiental, desconfie de assertivas que transformam limitações técnicas em impossibilidade geral.
  • Para comunidades tradicionais, indicadores específicos de acesso territorial e segurança alimentar podem ser mais adequados que indicadores agregados municipais.
  • Monitoramento participativo pode servir como alerta e insumo de verificação, sem que isso signifique prova automática de descumprimento.

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