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Q2402526 Medicina
As doenças tendíneas do manguito rotador têm alta prevalência na população, acometendo de forma semelhante homens e mulheres, sendo mais comuns em pacientes de meia-idade e idosos. Sobre a avaliação radiológica das doenças tendíneas do manguito rotador, assinale a alternativa correta.
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Tema central: avaliação por imagem das doenças tendíneas do manguito rotador (tendinopatia e roturas), com ênfase em quais métodos identificam direta ou indiretamente as lesões e como isso impacta o manejo.

Alternativa correta: A — A radiografia simples não mostra o tendão, mas fornece sinais indiretos de rotura, especialmente do supraespinhal: redução do intervalo acromio‑umeral (<6 mm) por migração superior da cabeça umeral, esclerose/cistos no tubérculo maior, acetabularização do acrômio e femoralização da cabeça umeral (progressão segundo Hamada), osteófitos/subespinhos e calcificações. Esses achados orientam gravidade e cronicidade. Referências: ACR Appropriateness Criteria – Chronic Shoulder Pain; UpToDate; AAOS CPG Rotator Cuff (2019).

Por que está certa? O tendão é estrutura de partes moles não visível ao RX; contudo, alterações ósseas secundárias e o posicionamento da cabeça umeral refletem perda funcional do manguito. Em prova, ao ler “RX” + “sinais indiretos”, pense em intervalo acromio‑umeral e tubérculo maior.

Análise das incorretas

B) Incorreta. A USG é método bom e custo‑efetivo para manguito, com sensibilidade/especificidade altas para roturas transfixantes (≈85–95%) e razoáveis para parciais (≈70–85%), quando realizada por operador experiente. Permite avaliação dinâmica. Diretrizes ACR/AAOS e UpToDate a consideram adequada na suspeita inicial.

C) Incorreta. O padrão na RM influencia planejamento cirúrgico: extensão e retração do tendão, atrofia muscular, infiltração gordurosa (Goutallier), qualidade do tecido e envolvimento de múltiplos tendões determinam viabilidade de reparo, técnica e prognóstico.

D) Incorreta. Na RM, roturas aparecem como solução de continuidade com preenchimento por líquido de alto sinal em T2/PD‑fat sat, e não “aumento do padrão fibrilar”. Classificação em parciais (articular/bursal/intrasubstância) e completas é semelhante entre RM e USG; as medidas tendem a ser concordantes quando bem executadas, não “bem diferentes”.

Dicas de prova: - RX: pense em intervalo acromio‑umeral e tubérculo maior como marcadores indiretos. - USG NÃO é “ruim”; é operador‑dependente, mas eficaz. - RM define morfologia, retração e qualidade muscular, impactando a indicação de reparo.

Referências essenciais: ACR Appropriateness Criteria – Chronic Shoulder Pain; AAOS Clinical Practice Guideline: Management of Rotator Cuff Injuries (2019); UpToDate – Rotator cuff tendinopathy and tears; Rockwood and Matsen’s The Shoulder.

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A questão aborda a avaliação radiológica das doenças tendíneas do manguito rotador. A alternativa correta é a letra A, que afirma que a radiografia simples não permite avaliar diretamente as estruturas tendíneas, mas que alguns sinais indiretos podem ser identificados em casos de rotura do manguito rotador, especialmente do tendão supraespinhal. A radiografia é uma ferramenta útil para identificar alterações ósseas que podem estar associadas a essas lesões, como esporões ósseos ou alterações no espaço acromio-umeral, embora não visualize as estruturas tendíneas em si. A alternativa B está incorreta porque a ultrassonografia é sim um método eficaz para avaliar tendinopatias e pode ter alta sensibilidade e especificidade quando realizada por um operador experiente. A alternativa C está incorreta porque o aspecto das roturas à ressonância magnética pode influenciar significativamente o planejamento cirúrgico, fornecendo informações sobre a extensão e a localização das roturas. A alternativa D contém um erro ao dizer que as roturas são evidenciadas como áreas de "aumento do padrão fibrilar" na RM; na verdade, elas aparecem como áreas de sinal aumentado nas sequências sensíveis a fluido, representando descontinuidade das fibras tendíneas. Além disso, as medidas e classificações das roturas são consistentes entre RM e USG, não havendo uma diferença substancial entre os métodos.

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