As doenças tendíneas do manguito rotador têm alta prevalênci...
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Tema central: avaliação por imagem das doenças tendíneas do manguito rotador (tendinopatia e roturas), com ênfase em quais métodos identificam direta ou indiretamente as lesões e como isso impacta o manejo.
Alternativa correta: A — A radiografia simples não mostra o tendão, mas fornece sinais indiretos de rotura, especialmente do supraespinhal: redução do intervalo acromio‑umeral (<6 mm) por migração superior da cabeça umeral, esclerose/cistos no tubérculo maior, acetabularização do acrômio e femoralização da cabeça umeral (progressão segundo Hamada), osteófitos/subespinhos e calcificações. Esses achados orientam gravidade e cronicidade. Referências: ACR Appropriateness Criteria – Chronic Shoulder Pain; UpToDate; AAOS CPG Rotator Cuff (2019).
Por que está certa? O tendão é estrutura de partes moles não visível ao RX; contudo, alterações ósseas secundárias e o posicionamento da cabeça umeral refletem perda funcional do manguito. Em prova, ao ler “RX” + “sinais indiretos”, pense em intervalo acromio‑umeral e tubérculo maior.
Análise das incorretas
B) Incorreta. A USG é método bom e custo‑efetivo para manguito, com sensibilidade/especificidade altas para roturas transfixantes (≈85–95%) e razoáveis para parciais (≈70–85%), quando realizada por operador experiente. Permite avaliação dinâmica. Diretrizes ACR/AAOS e UpToDate a consideram adequada na suspeita inicial.
C) Incorreta. O padrão na RM influencia planejamento cirúrgico: extensão e retração do tendão, atrofia muscular, infiltração gordurosa (Goutallier), qualidade do tecido e envolvimento de múltiplos tendões determinam viabilidade de reparo, técnica e prognóstico.
D) Incorreta. Na RM, roturas aparecem como solução de continuidade com preenchimento por líquido de alto sinal em T2/PD‑fat sat, e não “aumento do padrão fibrilar”. Classificação em parciais (articular/bursal/intrasubstância) e completas é semelhante entre RM e USG; as medidas tendem a ser concordantes quando bem executadas, não “bem diferentes”.
Dicas de prova: - RX: pense em intervalo acromio‑umeral e tubérculo maior como marcadores indiretos. - USG NÃO é “ruim”; é operador‑dependente, mas eficaz. - RM define morfologia, retração e qualidade muscular, impactando a indicação de reparo.
Referências essenciais: ACR Appropriateness Criteria – Chronic Shoulder Pain; AAOS Clinical Practice Guideline: Management of Rotator Cuff Injuries (2019); UpToDate – Rotator cuff tendinopathy and tears; Rockwood and Matsen’s The Shoulder.
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