O abdome agudo (AA) corresponde ao quadro de dores intensas ...
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Tema central: escolha do método de imagem no abdome agudo, adequando o exame ao quadro clínico (inflamatório, obstrutivo, vascular, biliar, ginecológico), conforme diretrizes (ACR Appropriateness Criteria, UpToDate, Harrison’s).
Gabarito: C
Por que a alternativa C está correta? Em pancreatite aguda, a imagem (sobretudo a TC com contraste) pode mostrar: aumento do pâncreas, perda do padrão lobulado, infiltração da gordura peripancreática e heterogeneidade com áreas de menor atenuação, que sugerem necrose. Na ultrassonografia, pode haver hipoecogenicidade e aumento difuso, e pode identificar colelitíase como etiologia. Diretrizes recomendam TC após 48–72 h quando há dúvida diagnóstica, gravidade ou suspeita de complicações; TC muito precoce pode subestimar necrose. Referências: ACR, AGA/ACG e UpToDate.
Análise das alternativas incorretas
A – Radiografia simples raramente define apendicite ou trombose mesentérica. Seu papel é limitado à detecção de pneumoperitônio e sugestão de obstrução (níveis hidroaéreos). Apendicite: US (crianças/gestantes) ou TC são os métodos de escolha. Trombose/ischemia mesentérica: Angio-TC é o padrão para diagnóstico e planejamento terapêutico (WSES, ACR). Logo, a afirmação é conceitualmente incorreta.
B – Coloca a TC como triagem inicial em hipocôndrio direito e pelve, e como secundária em vascular/obstrutivo, invertendo recomendações: - Hipocôndrio direito (suspeita biliar): US é o exame inicial por acurácia para colecistite/cálculos e ausência de radiação. - Pelve feminina: US transvaginal é primeira linha. - Vias urinárias (cólica renal): TC sem contraste é referência. - Quadros vasculares (isquemia, TEP abdominal) e obstrução intestinal: a TC é central, não secundária, pois define causa, ponto de transição e sinais de isquemia. Portanto, a alternativa contraria diretrizes (ACR, UpToDate).
D – Dizer que a US é o método preferencial no abdome agudo obstrutivo está incorreto. A TC com contraste é o método de escolha para confirmar a obstrução, localizar o ponto de transição, identificar a etiologia (brida, hérnia, neoplasia) e avaliar complicações (isquemia, perfuração). A US pode ver alças dilatadas e peristalse, mas é operador-dependente e menos abrangente. Referências: ACR, WSES.
Estratégia de prova: desconfie de frases absolutas (“exame de triagem inicial” para todos os cenários) e de supervalorização da radiografia em doenças complexas. Lembre-se de atalhos: US para RUQ e pelve feminina; TC para obstrução e causas vasculares; TC tardia para gravidade da pancreatite; angio-TC para isquemia.
Referências: ACR Appropriateness Criteria; UpToDate – Acute abdominal pain; AGA/ACG Guidelines for Acute Pancreatitis; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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A ALTERNATIVA CORRETA É: C - Na pancreatite, os achados estão relacionados diretamente ao pâncreas, com aumento das suas dimensões e perda do padrão acinar habitual; a textura pancreática pode variar, estando heterogênea com áreas de menor atenuação ou ecogenicidade, indicando inflamação mais avançada ou necrose.
Justificativa:
A pancreatite é uma condição inflamatória do pâncreas que pode ser detectada por métodos de imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ultrassonografia (US). O aumento do pâncreas, perda do padrão acinar e alterações na textura, com áreas de menor atenuação ou ecogenicidade, são características típicas dessas imagens. As áreas de menor atenuação ou ecogenicidade indicam necrose ou inflamação avançada, que são comuns em casos mais graves de pancreatite.
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:
- A. Alguns diagnósticos de causas de AA ainda podem ser realizados por meio da radiografia simples, não necessitando de investigação suplementar, como a apendicite e trombose mesentérica:
- Esta afirmação está incorreta. Embora a radiografia simples de abdome possa ser útil para identificar alguns sinais, como pneumoperitônio, ela não é eficaz para diagnóstico definitivo de apendicite ou trombose mesentérica, que requerem exames mais específicos, como tomografia computadorizada ou ultrassonografia.
- B. Atualmente, por ser um exame de triagem inicial, a tomografia computadorizada exerce papel central na investigação de dores localizadas no hipocôndrio direito e na pelve, papel importante em vias urinárias e nas fossas ilíacas e papel secundário em quadros vasculares ou obstrutivos:
- Embora a tomografia computadorizada seja um exame de grande utilidade para investigar o abdome agudo, sua utilização é essencial em muitos quadros vasculares, obstrutivos e inflamatórios, e não apenas secundária. Ela tem papel importante na avaliação das vias urinárias e quadros vasculares, como na trombose mesentérica.
- D. A ultrassonografia é o método de escolha preferencial para a investigação do abdome agudo obstrutivo, por ser um exame minucioso na avaliação sequencial das alças intestinais:
- A ultrassonografia é útil para identificar causas de abdome agudo obstrutivo, mas não é a principal ferramenta para avaliação das alças intestinais. A tomografia computadorizada é geralmente mais eficaz para diagnosticar obstruções intestinais, pois oferece uma visualização melhor das alças e da presença de ar ou líquido.
PONTOS CHAVE:
- Tomografia computadorizada é o exame central para diversos diagnósticos em abdome agudo, incluindo pancreatite.
- Pancreatite pode ser identificada por aumento do pâncreas e alteração na sua textura.
- Ultrassonografia tem limitações no diagnóstico do abdome agudo obstrutivo.
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