Qual é o acesso cirúrgico menos indicado para um nasoangiofi...
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Tema central: A questão aborda os acessos cirúrgicos para o nasoangiofibroma juvenil tipo Chandler II, exigindo do candidato conhecimento preciso sobre a indicação de cada via de acesso conforme o estadiamento tumoral.
O nasoangiofibroma juvenil é um tumor benigno, vascularizado e localmente agressivo, que ocorre quase exclusivamente em adolescentes do sexo masculino. O estadiamento de Chandler é fundamental para definir conduta:
- I: Tumor restrito à nasofaringe
- II: Envolvimento de cavidades nasais/seios paranasais
- III-IV: Invasão de fossas mais profundas, órbita ou crânio
Justificativa da alternativa correta:
A alternativa E) Translocação facial está menos indicada porque é reservada para tumores volumosos, com extensão para fossa infratemporal, órbita ou intracraniana (Chandler III-IV). Em tumores Chandler II, mais restritos a cavidades nasais/seios, essa abordagem representa morbilidade excessiva e complexidade desnecessária.
Segundo livros como Cummings Otolaryngology (6ª ed, 2015, cap. 152): “As abordagens baseadas em translocação facial são indicadas apenas para doenças avançadas, com invasão nas fossas profundas ou base craniana”.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Acesso de Wilson: acesso transfacial moderadamente invasivo, permite abordagem das cavidades nasais e seios. Viável para Chandler II em casos selecionados.
- B) Acesso de Denker: abordagem transfacial anterior, adequada para exposição ampliada das cavidades nasais e seios paranasais – indicada para Chandler II.
- C) Acesso endoscópico transnasal: padrão-ouro minimamente invasivo em Chandler II, com menor tempo de recuperação e morbidade reduzida. Recomendada nas principais referências (Cummings, UpToDate).
- D) Acesso transmaxilar osteoplástico: proporciona ampla exposição dos seios maxilares, útil quando há extensão tumoral para essa região, ainda compatível com Chandler II.
Estratégias de prova: Fique atento às palavras-chave de estadiamento e relacione sempre a extensão anatômica do tumor à agressividade da via de acesso. Abordagens demasiadamente extensas (como translocação facial) só se justificam em estágios avançados. Esse é um ponto frequente de pegadinha em provas!
Referências principais: Cummings Otolaryngology (cap. 152), UpToDate, artigos de revisão PubMed.
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