Qual é o acesso cirúrgico menos indicado para um nasoangiofi...

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Q1091358 Medicina
Qual é o acesso cirúrgico menos indicado para um nasoangiofibroma juvenil Chandler II?
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Tema central: A questão aborda os acessos cirúrgicos para o nasoangiofibroma juvenil tipo Chandler II, exigindo do candidato conhecimento preciso sobre a indicação de cada via de acesso conforme o estadiamento tumoral.

O nasoangiofibroma juvenil é um tumor benigno, vascularizado e localmente agressivo, que ocorre quase exclusivamente em adolescentes do sexo masculino. O estadiamento de Chandler é fundamental para definir conduta:

  • I: Tumor restrito à nasofaringe
  • II: Envolvimento de cavidades nasais/seios paranasais
  • III-IV: Invasão de fossas mais profundas, órbita ou crânio

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa E) Translocação facial está menos indicada porque é reservada para tumores volumosos, com extensão para fossa infratemporal, órbita ou intracraniana (Chandler III-IV). Em tumores Chandler II, mais restritos a cavidades nasais/seios, essa abordagem representa morbilidade excessiva e complexidade desnecessária.
Segundo livros como Cummings Otolaryngology (6ª ed, 2015, cap. 152): “As abordagens baseadas em translocação facial são indicadas apenas para doenças avançadas, com invasão nas fossas profundas ou base craniana”.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Acesso de Wilson: acesso transfacial moderadamente invasivo, permite abordagem das cavidades nasais e seios. Viável para Chandler II em casos selecionados.
  • B) Acesso de Denker: abordagem transfacial anterior, adequada para exposição ampliada das cavidades nasais e seios paranasais – indicada para Chandler II.
  • C) Acesso endoscópico transnasal: padrão-ouro minimamente invasivo em Chandler II, com menor tempo de recuperação e morbidade reduzida. Recomendada nas principais referências (Cummings, UpToDate).
  • D) Acesso transmaxilar osteoplástico: proporciona ampla exposição dos seios maxilares, útil quando há extensão tumoral para essa região, ainda compatível com Chandler II.

Estratégias de prova: Fique atento às palavras-chave de estadiamento e relacione sempre a extensão anatômica do tumor à agressividade da via de acesso. Abordagens demasiadamente extensas (como translocação facial) só se justificam em estágios avançados. Esse é um ponto frequente de pegadinha em provas!

Referências principais: Cummings Otolaryngology (cap. 152), UpToDate, artigos de revisão PubMed.

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O acesso cirúrgico menos indicado para um nasoangiofibroma juvenil Chandler II é a translocação facial, que consiste em um procedimento de acesso craniofacial que envolve a realização de incisões na pele da face e a desarticulação da maxila, permitindo o acesso direto à região do tumor. Embora possa proporcionar um amplo campo de visão e permitir o controle do sangramento, esse tipo de acesso é considerado de alto risco e está associado a uma série de complicações, incluindo lesões dos nervos faciais e distúrbios de oclusão. Por isso, deve ser reservado apenas para casos selecionados, nos quais outras opções de acesso cirúrgico não sejam adequadas. Já os acessos de Wilson, Denker, endoscópico transnasal e transmaxilar osteoplástico são considerados mais seguros e são preferidos em muitos casos de nasoangiofibroma juvenil Chandler II, dependendo das características do tumor e das preferências do cirurgião.

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