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Q1091346 Medicina

Mulher de 30 anos, apresentando nódulos tireoidianos sólidos menores que 0,8 cm, com TSH 1,81 mU/L, sem sintomas compressivos, com punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassonografia, mostrando à citologia células foliculares sem atipias, Bethesda II.


Nesse caso, a conduta recomendada é

Alternativas

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A questão apresentada envolve a avaliação de um nódulo tireoidiano em uma mulher de 30 anos. Para resolver essa questão, é importante entender o manejo de nódulos tireoidianos com base em achados ultrassonográficos e citológicos. Vamos analisar cada elemento para esclarecer o raciocínio clínico.

Tema Central: Nódulos tireoidianos e sua conduta clínica baseada em achados citológicos.

A paciente apresenta nódulos tireoidianos sólidos menores que 0,8 cm, com valores normais de TSH (1,81 mU/L) e citologia que se enquadra na categoria Bethesda II, indicando células foliculares sem atipias.

Justificativa para a Alternativa Correta (D): Repetir ultrassonografia em 6 meses

  • A classificação Bethesda II sugere um achado benigno. Diante de um nódulo tireoidiano benigno e pequeno, a conduta padrão é o follow-up com ultrassonografia, especialmente quando não há sintomas compressivos ou fatores de risco para malignidade.
  • Nódulos menores que 1 cm em pacientes clinicamente eutireoideos e sem características suspeitas ao ultrassom costumam ser apenas acompanhados, conforme diretrizes da American Thyroid Association.

Análise das alternativas incorretas:

A - Iniciar propiltiouracil: Este medicamento é utilizado no tratamento do hipertireoidismo e não tem indicação em nódulos benignos assintomáticos.

B - Realizar tireoidectomia: A cirurgia é geralmente reservada para casos de suspeita de malignidade, sintomas compressivos ou nódulos maiores que 4 cm. Não é indicada para nódulos benignos pequenos sem sintomas.

C - Indicar radioiodoterapia: Esta é uma opção para tratamento de hipertireoidismo ou câncer de tireoide, não para nódulos benignos sem atividade funcional autônoma.

E - Iniciar reposição com levotiroxina 25 mcg/d: A reposição hormonal com levotiroxina é indicada para hipotireoidismo, o que não é o caso aqui, já que o TSH está normal.

Portanto, a conduta correta é o acompanhamento ultrassonográfico em 6 meses, conforme indicado na alternativa D.

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A resposta correta é a alternativa D - repetir ultrassonografia em 6 meses. Essa é a conduta recomendada para nódulos tireoidianos sólidos menores que 0,8 cm e com citologia classificada como Bethesda II (ou seja, células foliculares sem atipias). Como não há sintomas compressivos e o TSH está dentro da faixa de normalidade, não é indicado iniciar tratamento com propiltiouracil ou reposição com levotiroxina. Também não é indicado realizar tireoidectomia ou radioiodoterapia nesse momento, já que os nódulos são pequenos e a citologia é benigna. A repetição da ultrassonografia em 6 meses é importante para monitorar o crescimento dos nódulos e avaliar a necessidade de outras condutas no futuro.

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