O diagnóstico da infecção pe...

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Q3771196 Medicina
O diagnóstico da infecção pelo HIV é realizado por fluxogramas que utilizam testes de triagem e confirmatórios. Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas, sobre o diagnóstico.

(__)O teste rápido (imunocromatografia) é utilizado como triagem; se for reagente (positivo), o diagnóstico é definitivo e o tratamento deve ser iniciado imediatamente, sem necessidade de outro teste.
(__)O teste Western Blot ou o Imunoblot são testes confirmatórios utilizados quando o teste de triagem (ELISA ou teste rápido) é reagente.
(__)A carga viral (PCR) pode ser utilizada para o diagnóstico em crianças menores de 18 meses (devido aos anticorpos maternos) e na suspeita de infecção aguda (janela imunológica).
(__)Um teste anti-HIV não reagente (negativo) após 30 dias da exposição de risco encerra o caso, descartando definitivamente a infecção, pois a janela imunológica atual é de apenas 15 dias.

Assinale a sequência correta:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Pelo Manual Técnico do Ministério da Saúde, o teste rápido reagente é triagem e não fecha diagnóstico sozinho; o algoritmo pode exigir teste confirmatório/seqüencial. Já os testes moleculares têm papel no diagnóstico em menores de 18 meses e na suspeita de infecção aguda, e um anti-HIV não reagente isolado após 30 dias não exclui definitivamente a infecção se houver suspeita persistente. Isso torna correta a sequência F, V, V, F.

Tema central: Diagnóstico do HIV
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque é a única que reproduz a sequência compatível com os protocolos oficiais. A 1ª assertiva é falsa: no fluxograma com testes rápidos, um TR1 reagente deve ser seguido por outro teste, não sendo diagnóstico definitivo por si só. A 2ª é verdadeira: nos fluxogramas laboratoriais, uma triagem reagente pode seguir para Western Blot/Imunoblot como teste complementar/confirmatório. A 3ª é verdadeira: em crianças menores ou iguais a 18 meses, a sorologia é limitada pela persistência de anticorpos maternos, e na suspeita de infecção aguda os testes moleculares têm papel diagnóstico. A 4ª é falsa: resultado anti-HIV não reagente após 30 dias não tem valor de exclusão definitiva universal, e a janela diagnóstica não é fixa em 15 dias para todos os métodos.
B
Errada
Incorreta porque considera verdadeira a 1ª assertiva, mas isso contraria o Manual Técnico do Ministério da Saúde: teste rápido reagente é triagem e exige sequência confirmatória/segundo teste no algoritmo. Também considera falsa a 3ª assertiva, embora o protocolo admita testes moleculares no diagnóstico de crianças menores ou iguais a 18 meses e na suspeita de infecção aguda.
C
Errada
Incorreta porque marca a 1ª assertiva como verdadeira, quando um único teste rápido reagente não define o diagnóstico, e marca a 2ª como falsa, apesar de Western Blot/Imunoblot terem papel complementar/confirmatório em fluxogramas laboratoriais após triagem reagente.
D
Errada
Incorreta porque, embora acerte a 1ª como falsa, erra ao tornar a 2ª falsa e a 4ª verdadeira. A 2ª é verdadeira pelo papel confirmatório de Western Blot/Imunoblot em fluxogramas apropriados. A 4ª é falsa porque um anti-HIV não reagente após 30 dias não descarta definitivamente a infecção em qualquer contexto; se houver suspeita persistente, o protocolo admite nova amostra, e a janela diagnóstica depende do método utilizado.
E
Errada
Incorreta porque transforma a 3ª assertiva em falsa, mas os testes moleculares têm indicação diagnóstica em menores ou iguais a 18 meses e na infecção aguda suspeita. Além disso, marca a 4ª como verdadeira, o que é incompatível com o protocolo: não existe valor universal de 15 dias para toda janela diagnóstica, e um teste negativo em 30 dias não encerra definitivamente todos os casos.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: tomar teste rápido reagente como diagnóstico definitivo e tratar a janela diagnóstica como um número fixo universal, ignorando que o algoritmo depende do método e do contexto clínico.
Dica para questões semelhantes
  • Em HIV, não valide diagnóstico por um teste rápido reagente isolado; confirme sempre pelo fluxograma oficial aplicável.
  • Associe Western Blot/Imunoblot ao papel de teste complementar/confirmatório em fluxogramas laboratoriais com triagem reagente.
  • Lembre que teste molecular pode ser diagnóstico, não apenas de monitorização: isso vale na suspeita de infecção aguda e em crianças menores ou iguais a 18 meses.
  • Não trate janela diagnóstica como número único; resultado negativo isolado só deve ser interpretado conforme o método usado e a persistência ou não da suspeita.

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