Mulher, 28 anos, asmática desde a infância, em uso irregular...
Mulher, 28 anos, asmática desde a infância, em uso irregular de corticosteroide inalatório, é atendida pelo SAMU com dispneia progressiva, iniciada há cerca de 12 horas, associada a chiado difuso e dificuldade para falar frases completas. Relata uso repetido de broncodilatador inalatório em domicílio, sem melhora significativa. Ao exame: Consciente, ansiosa, fala entrecortada. Uso de musculatura acessória. FR: 34 irpm; FC: 132 bpm, SpO₂: 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sibilos difusos com áreas de murmúrio vesicular diminuído bilateralmente.
Após a primeira nebulização com beta-agonista de curta duração associada a anticolinérgico e oxigênio suplementar, observam-se: SpO₂: 93%, FR: 30 irpm, FC: 128 bpm, persistência de esforço respiratório.
Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a classificação da crise asmática, as condutas prioritárias no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a abordagem adequada na admissão hospitalar.
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o reconhecimento de exacerbação asmática grave: fala entrecortada, uso de musculatura acessória, FR 34 irpm, FC 132 bpm, SpO2 89% em ar ambiente, murmúrio vesicular diminuído bilateralmente e resposta incompleta à nebulização inicial indicam obstrução importante do fluxo aéreo e risco de falência ventilatória. Isso exige broncodilatadores repetidos, oxigênio, corticosteroide sistêmico precoce, consideração de sulfato de magnésio e avaliação de suporte ventilatório no hospital.
- Classifique a gravidade pela combinação de sinais clínicos: fala entrecortada, uso de musculatura acessória, taquipneia, taquicardia, hipoxemia e redução do murmúrio vesicular apontam para crise grave.
- Após resposta incompleta à primeira nebulização, não pare em observação passiva: o raciocínio correto é repetir broncodilatadores, manter oxigênio e iniciar corticosteroide sistêmico precocemente.
- Murmúrio vesicular diminuído ou silêncio auscultatório em asma aguda deve ser lido como fluxo aéreo muito reduzido, não como resolução do broncoespasmo.
- Na admissão hospitalar, persistência de esforço respiratório deve acionar monitorização para falência ventilatória e avaliação de necessidade de suporte ventilatório conforme evolução.
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