A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica...

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Q2405481 Medicina
A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica que se caracteriza por um conjunto de distúrbios hidroeletrolíticos (DHE), que surge devido à rápida destruição de um grande número de células malignas, liberando seu conteúdo intracelular na circulação. Quanto aos distúrbios eletrolíticos metabólicos na síndrome de lise tumoral, assinale a alternativa que apresenta corretamente como são considerados. 
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Alternativa correta: B — hipercalemia, hipocalcemia, hiperfosfatemia e hiperuricemia.

Tema central (SLT): A síndrome de lise tumoral ocorre após destruição maciça de células neoplásicas, liberando potássio, fósforo e purinas (→ ácido úrico) no plasma. O fósforo elevado complexa cálcio, reduzindo a calcemia. Essa tríade “3 hiper: K, P e ácido úrico” + “1 hipo: Ca” é o padrão típico.

Justificativa da alternativa B:

  • Hipercalemia: saída de K intracelular → risco de arritmias e parada cardíaca.
  • Hiperfosfatemia: liberação de fosfato tumoral.
  • Hipocalcemia: o fosfato elevado precipita com Ca (CaPO4), reduzindo Ca sérico → tetania, convulsões.
  • Hiperuricemia: purinas → xantina → ácido úrico, que pode precipitar nos túbulos renais (nefropatia urática).

Esse padrão está de acordo com critérios de Cairo-Bishop para SLT laboratorial e com revisões do UpToDate e Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Por que as demais estão incorretas?

  • A — Traz hipocalemia (K baixo), o que contraria a fisiopatologia: o K sobe, não desce.
  • C — Erra três pontos: K baixo, Ca alto e P baixo. Na SLT, Ca cai e P sobe.
  • D — Embora acerte o K e o ácido úrico elevados, erra ao propor hipercalcemia e hipofosfatemia; ocorre o oposto.

Diagnóstico laboratorial (Cairo-Bishop, referência prática): 2 ou mais alterações entre: K ≥ 6 mEq/L, fósforo ≥ 4,5 mg/dL (adultos), ácido úrico ≥ 8 mg/dL, cálcio ≤ 7 mg/dL, no período de 3 dias antes a 7 dias após o início da terapia. A forma clínica inclui creatinina elevada, arritmias, convulsões.

Dicas de prova (evite pegadinhas):

  • Pense em “3 hiper + 1 hipo”. Se aparecer hipocalemia ou hipercalcemia, desconfie.
  • Lembre-se de que a hipocalcemia é secundária ao fósforo alto por precipitação Ca-P.

Conduta essencial (alta relevância clínica): hidratação vigorosa EV, controle de hipercalemia (insulina/glicose, beta-agonista, resina; gluconato de cálcio se arritmia), manejo de hiperfosfatemia (quelantes), rasburicase para alto risco ou SLT estabelecida; alopurinol para profilaxia; diálise se refratária. Evitar reposição de cálcio se assintomático.

Referências rápidas: UpToDate (Tumor lysis syndrome), Harrison’s Principles of Internal Medicine, Diretrizes ASH/ASCO para emergências oncológicas, critérios de Cairo-Bishop.

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A síndrome de lise tumoral (SLT) ocorre quando há uma rápida morte celular em tumores, especialmente após o início de terapias antineoplásicas eficazes, como a quimioterapia. Isso leva à liberação maciça de conteúdos intracelulares na corrente sanguínea, resultando em distúrbios metabólicos e eletrolíticos específicos. A alternativa B é a resposta correta e descreve os distúrbios associados à SLT da seguinte maneira: hipercalemia, devido à liberação de potássio pelas células tumorais destruídas; hipocalcemia, que é secundária à precipitação de fosfato de cálcio nos tecidos em resposta à hiperfosfatemia, causada pela liberação de fosfato das células tumorais; e hiperuricemia, que ocorre pela degradação de ácidos nucleicos liberados das células mortas, levando a uma superprodução de ácido úrico. As outras alternativas (A, C e D) descrevem incorretamente os distúrbios eletrolíticos associados à SLT, pois não correspondem ao perfil clínico típico observado nessa emergência oncológica.

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