No quarto parágrafo, a escolha do tempo verbal dominante pro...
No quarto parágrafo, a escolha do tempo verbal dominante produz um efeito de
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Assunto central: A questão exige interpretação do uso dos tempos verbais e conhecimento sobre efeitos de sentido produzidos pelo presente do indicativo na narrativa — conteúdo de Morfologia – Verbos e Semântica.
Justificativa da alternativa correta (B): O quarto parágrafo evidencia o emprego do presente do indicativo para descrever, em sequência, ações que acontecem “ao mesmo tempo”. Veja o exemplo:
“Os olhos tentam enxergar... A boca seca não diz, os ouvidos zunem e voz nenhuma vem para lhe confortar...”
O uso do presente dá a ideia de simultaneidade, isto é, as ações ocorrem paralelamente, intensificando o estado emocional e físico descrito.
Segundo Celso Cunha & Lindley Cintra e Evanildo Bechara, o presente do indicativo em textos narrativos pode: “relatar acontecimentos que ocorrem juntos, facilitando ao leitor a percepção de que tudo sucede ao mesmo tempo, no instante presente”. Isso está em consonância com as recomendações das principais gramáticas normativas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Vivacidade aos fatos narrados: Embora o presente do indicativo possa, sim, conferir vivacidade, o efeito predominante, conforme o trecho dado, é a simultaneidade das ações. A alternativa não foca no critério principal pedido pela questão.
C) Sucessividade entre acontecimentos: Ocorre quando há sequência temporal clara (ação após ação), típica do pretérito perfeito. No texto, as ações se sobrepõem, negando a ordem sucessiva.
D) Probabilidade de ocorrência: Quando se pretende expressar probabilidade, geralmente utilizam-se verbos no futuro do subjuntivo ou modo condicional, o que não é o caso neste parágrafo.
Estratégia em provas: Sempre observe o tempo verbal predominante e o efeito de sentido no contexto narrativo. O presente pode criar sensação de “ação em andamento” e simultaneidade, diferentemente do pretérito, que tende à sequência de ações.
Resumo: O presente do indicativo no quarto parágrafo produz o efeito de apresentar várias ações acontecendo juntas — simultaneidade. Por isso, alternativa B é a correta.
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Vamos analisar o quarto parágrafo para identificar o efeito produzido pela escolha do tempo verbal dominante.
O tempo verbal predominante no parágrafo é o pretérito imperfeito ("tentavam", "dizia", "zuniam", "vinha", "ecoava", "subia", "descia", "distinguiam", "sabiam", "garantiam"). O uso do pretérito imperfeito indica ações contínuas ou simultâneas no passado.
Ao utilizar esse tempo verbal, o autor cria um efeito de simultaneidade entre os acontecimentos descritos. As reações físicas e emocionais do personagem são retratadas como ocorrendo ao mesmo tempo, intensificando a sensação de angústia e desespero diante da notícia do desemprego.
Portanto, a alternativa correta é a B: simultaneidade entre os acontecimentos.
Não tem lógica alguma. Por que não vivacidade ? Vivacidade e simultaneidade tem a mesma ideia.
LETRA B - Com base no caso em tela, vê-se que tudo ocorre ao mesmo tempo, logo, letra B.
- Letra A – vivacidade aos fatos narrados
- O tempo verbal que dá vivacidade é o presente do indicativo usado em narrações históricas (presente histórico), quando o narrador traz o leitor para dentro da cena. Aqui, não é o caso: o autor usa o imperfeito, que dá fluidez e duração, não vivacidade imediata.
- Letra C – sucessividade entre os acontecimentos
- Se fosse sucessividade, o narrador usaria o pretérito perfeito (ele começou, depois sentiu, depois disse, depois foi). O perfeito mostra sequência concluída de fatos, mas aqui os verbos estão no imperfeito, que indica paralelismo, não sequência.
- Letra D – probabilidade de ocorrência aos fatos narrados
- Probabilidade aparece no modo subjuntivo (talvez ocorra, se viesse, quando chegar). O trecho não usa subjuntivo, mas sim indicativo no imperfeito, que descreve como os acontecimentos estavam acontecendo, sem hipótese ou dúvida.
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