Uma paciente de 25 anos, em tratamento para hanseníase pauci...

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Q3833588 Medicina
Uma paciente de 25 anos, em tratamento para hanseníase paucibacilar (PB) há dois meses, retorna à unidade com quadro de astenia progressiva, palidez cutaneomucosa e icterícia leve. Exames laboratoriais revelam anemia hemolítica e reticulocitose, atribuídas à dapsona.
Diante da necessidade de interrupção definitiva deste fármaco por toxicidade grave, qual é a conduta CORRETA para a continuidade do tratamento, conforme o esquema de segunda linha?  
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em hanseníase paucibacilar com anemia hemolítica grave atribuída à dapsona, o PCDT do Ministério da Saúde indica suspensão definitiva do fármaco e troca para esquema alternativo de segunda linha; isso torna correta a alternativa C, com rifampicina mensal + clofazimina mensal/diária + ofloxacino ou minociclina por 6 meses.

Tema central: Segunda linha na hanseníase PB
Análise das alternativas
A
Errada
Talidomida não integra o esquema substitutivo antimicrobiano para hanseníase PB após suspensão da dapsona. A base é explícita ao apontar que a confusão aqui é entre tratamento da hanseníase e tratamento de estados reacionais. O erro é farmacológico e protocolar: a diretriz de segunda linha não usa talidomida nesse cenário.
B
Errada
Está errada porque o enunciado define necessidade de interrupção definitiva da dapsona por toxicidade grave. Diante de anemia hemolítica importante atribuída ao fármaco, reintroduzir o mesmo agente contraria o critério de segurança medicamentosa descrito na base. A conduta correta é substituição, não pausa com reinício do esquema original.
C
Certa
A alternativa C coincide com a recomendação oficial para PB quando a dapsona precisa ser interrompida definitivamente por toxicidade grave. O PCDT descreve exatamente esse esquema: rifampicina 600 mg mensal, clofazimina 300 mg mensal e 50 mg diária, associadas a ofloxacino 400 mg mensal e diário ou minociclina 100 mg mensal e diária, durante 6 meses. Portanto, não se trata de adaptação empírica do esquema original, mas de substituição protocolada.
D
Errada
A retirada da dapsona não autoriza manter um esquema incompleto com apenas rifampicina e clofazimina, nem prolongar empiricamente para 12 meses. Segundo a base, para PB o esquema alternativo correto precisa incluir ofloxacino ou minociclina e a duração padronizada é de 6 meses. O erro é duplo: composição inadequada e tempo não previsto pelo protocolo.
E
Errada
O esquema ROM mensal por 6 meses não é o esquema de segunda linha padronizado pelo PCDT usado na questão para toxicidade grave à dapsona em PB. A divergência é objetiva quanto à composição e à posologia: o protocolo exige clofazimina e administração diária adicional de ofloxacino ou minociclina, o que essa alternativa não oferece.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre substituir a dapsona por um esquema oficial de segunda linha e fazer adaptações intuitivas: reintroduzir a droga após melhora, manter esquema incompleto por mais tempo, usar ROM como substituto universal ou confundir tratamento etiológico com talidomida.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer reação adversa grave à dapsona com interrupção definitiva, descarte reexposição e procure o esquema alternativo oficial.
  • Na hanseníase PB, a retirada de um fármaco da PQT não se corrige apenas prolongando rifampicina e clofazimina; é preciso substituir conforme protocolo.
  • Para PB com intolerância grave à dapsona, memorize a estrutura do esquema alternativo do PCDT: rifampicina mensal + clofazimina mensal/diária + ofloxacino ou minociclina por 6 meses.

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