Paciente de 68 anos, tabagista pesado, apresenta lesão pulmo...

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Q3833843 Medicina
Paciente de 68 anos, tabagista pesado, apresenta lesão pulmonar sólida de 3,5 cm no lobo superior direito, com suspeita de carcinoma. A espirometria revela VEF1 de 65% do previsto, e a DLCO é 45% do previsto. O cálculo do VEF1 pós-operatório previsto (ppoVEF1) para lobectomia é 42%.
Qual é a conduta apropriada na avaliação pré-operatória? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em candidato à lobectomia, a avaliação pré-operatória deve incluir espirometria e DLCO; com ppoVEF1 de 42% e DLCO de 45%, há reserva funcional reduzida e a diretriz indica CPET com VO₂máx/VO2peak para estratificação adicional de risco, sem contraindicação automática nem mudança imediata da ressecção.

Tema central: Avaliação funcional pré-operatória
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque ppoVEF1 abaixo de 50% não é contraindicação absoluta à ressecção pulmonar. A base afirma que cortes isolados simplistas não definem operabilidade e que, em faixa funcional limítrofe, a conduta correta é prosseguir para estratificação adicional com teste de exercício. Além disso, a DLCO também precisa entrar na decisão.
B
Errada
Errada porque ignora um componente obrigatório da avaliação funcional. A DLCO faz parte da rotina pré-operatória e tem importância prognóstica independente para complicações e mortalidade após ressecção pulmonar. Prosseguir diretamente para lobectomia desconsiderando DLCO contraria o critério decisivo da questão e subestima o risco.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a avaliação funcional não termina no VEF1. A DLCO integra obrigatoriamente essa análise e tem valor prognóstico independente. Diante de função pulmonar reduzida, com ppoVEF1 de 42% e DLCO de 45%, o caso não pode ser encerrado nem com liberação direta para lobectomia nem com contraindicação automática. O passo tecnicamente adequado, conforme a lógica escalonada das diretrizes citadas na base, é medir a capacidade cardiopulmonar ao exercício com CPET e VO₂máx para estratificação adicional do risco pré-operatório.
D
Errada
Errada porque bulectomia não faz parte do algoritmo de avaliação funcional pré-operatória de câncer de pulmão descrito na base. O enunciado não fornece dado que indique doença bolhosa como problema determinante nem fundamento para propor um procedimento adicional antes da definição do risco operatório oncológico.
E
Errada
Errada porque DLCO menor que 50% isoladamente não impõe segmentectomia. A base é explícita ao dizer que a extensão da ressecção depende da integração entre risco funcional global e adequação oncológica, e que a etapa correta diante de reserva funcional reduzida é CPET com VO₂máx, não troca automática de lobectomia por ressecção sublobar.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: usar apenas o ppoVEF1 como corte absoluto de operabilidade e esquecer que a DLCO participa obrigatoriamente da avaliação, levando ao próximo passo que é o CPET com VO₂máx.
Dica para questões semelhantes
  • Em ressecção pulmonar por suspeita de câncer, não avalie operabilidade só com VEF1; DLCO também é componente obrigatório.
  • Se os parâmetros funcionais previstos pós-operatórios vierem reduzidos ou limítrofes, o próximo passo é estratificação com teste cardiopulmonar de exercício.
  • Não transforme um ponto de corte isolado em contraindicação absoluta se a própria base da questão trabalha com algoritmo escalonado.
  • Não mude a extensão da cirurgia apenas por DLCO baixa sem avaliação funcional complementar e sem considerar a adequação oncológica.

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