Uma lesão paravertebral posterior é identificada em tomograf...

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Q3833839 Medicina
Uma lesão paravertebral posterior é identificada em tomografia e caracterizada por ressonância como massa bem delimitada, originada de bainha nervosa, sem sinal de extensão intramedular.
Qual é o manejo mais apropriado? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A lesão descrita é uma massa paravertebral posterior bem delimitada, originada de bainha nervosa e sem extensão intramedular, quadro compatível com tumor neurogênico periférico ressecável; por isso, o tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica completa, com via toracoscópica como opção quando tecnicamente factível.

Tema central: Tumor neurogênico paravertebral
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque biópsia percutânea não é etapa obrigatória em toda massa paravertebral posterior. Quando a imagem sugere fortemente tumor de bainha nervosa ressecável e o resultado não mudaria a conduta inicial, a cirurgia pode ser indicada diretamente. Tornar a biópsia obrigatória universalmente contraria o princípio cirúrgico aplicado a massas ressecáveis com forte correlação radiológica.
B
Errada
Está errada porque radioterapia definitiva não é o tratamento padrão de primeira linha para tumor de bainha nervosa bem delimitado e ressecável. O dado decisivo aqui é a ressecabilidade de uma lesão localizada, que direciona para excisão completa, não para tratamento radioterápico primário.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a descrição por imagem é classicamente compatível com tumor de bainha nervosa localizado e ressecável. Nessa situação, a cirurgia tem papel diagnóstico-terapêutico e é o tratamento padrão, com objetivo de remover completamente a lesão e evitar progressão local ou complicações compressivas. A ausência de extensão intramedular favorece manejo cirúrgico convencional do compartimento posterior/paravertebral, e a toracoscopia é uma via preferível quando tecnicamente factível, sem que isso signifique obrigatoriedade absoluta dessa via em todos os casos.
D
Errada
Está errada porque tumores de bainha nervosa não têm, como comportamento habitual, regressão espontânea que justifique observação prolongada com esse argumento. A biologia esperada é de persistência ou crescimento lento, e a conduta padrão na lesão ressecável é cirúrgica.
E
Errada
Está errada porque quimioterapia neoadjuvante não tem papel rotineiro nesse cenário. A lesão descrita é presumivelmente um tumor neurogênico periférico localizado e ressecável, sem base para estratégia sistêmica pré-operatória como redução de risco cirúrgico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre precisar confirmar histologia antes de agir e reconhecer uma lesão com padrão radiológico de tumor de bainha nervosa já ressecável, em que a ausência de extensão intramedular favorece cirurgia, não observação nem terapia oncológica primária.
Dica para questões semelhantes
  • Em massa paravertebral posterior de bainha nervosa, bem delimitada e ressecável, pense primeiro em ressecção cirúrgica completa.
  • Ausência de extensão intramedular ou para o canal vertebral pesa a favor de abordagem cirúrgica padrão e pode permitir via minimamente invasiva.
  • Biópsia prévia só muda o raciocínio quando a histologia for necessária para definir a conduta inicial; ela não é obrigatória em toda massa ressecável com imagem típica.
  • Radioterapia, quimioterapia e observação por suposta regressão não são manejo padrão de primeira linha para esse perfil de lesão.

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