Um paciente de 15 anos, com pectus carinatum condrogladiolar...

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Q3833835 Medicina
Um paciente de 15 anos, com pectus carinatum condrogladiolar rígido à inspeção e teste de compressão manual, apresenta também histórico familiar positivo para deformidade torácica e exame espirométrico demonstrando leve redução da capacidade vital. A tomografia confirma protrusão assimétrica com discreta rotação esternal, sem anomalias costais associadas. Considerando as condutas recomendadas por guidelines internacionais para deformidades da parede torácica e os fatores preditores de falha terapêutica, qual é a melhor abordagem inicial? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na base de decisão, o critério operacional é a complacência da parede torácica: em adolescente com pectus carinatum condrogladiolar, a órtese compressiva é a primeira linha quando ainda há potencial de remodelação; rigidez, assimetria e discreta rotação esternal pioram a chance de resposta, mas não configuram contraindicação formal absoluta à tentativa inicial.

Tema central: Pectus carinatum condrogladiolar: órtese compressiva inicial e preditores de falha
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta porque mantém a conduta inicial recomendada para pectus carinatum condrogladiolar no adolescente: tentar órtese compressiva dinâmica. No caso descrito, rigidez, assimetria e discreta rotação esternal reduzem a probabilidade de sucesso, mas não excluem automaticamente a tentativa inicial segundo as diretrizes e a literatura da base. Por isso, a avaliação seriada da complacência/pressão de correção é o elemento que orienta a resposta terapêutica e confirma se há potencial de remodelação suficiente para o brace.
B
Errada
Está errada porque rigidez inicial e discreta rotação esternal não bastam para indicar correção cirúrgica minimamente invasiva como primeira conduta. Pela base, cirurgia fica reservada para falha do brace, baixa adesão, deformidade não corrigível/complacência muito ruim ou anatomia desfavorável. Aqui, rotação e assimetria funcionam como fatores de pior prognóstico do tratamento compressivo, não como critério automático de cirurgia inicial.
C
Errada
Está errada porque toracoplastia aberta extensa com ressecção cartilaginosa e osteotomia esternal não é a melhor abordagem inicial no cenário descrito. A base afirma que cirurgia aberta é opção para casos selecionados e não se justifica apenas por assimetria, discreta rotação esternal e leve redução da capacidade vital. Além de ser mais invasiva, contraria a preferência atual por manejo conservador inicial quando ainda há possibilidade de remodelação.
D
Errada
Está errada porque transforma rotação esternal em contraindicação formal absoluta ao brace, o que a base nega expressamente. As diretrizes citadas mandam avaliar simetria e rotação esternal porque esses achados reduzem a chance de sucesso, especialmente quando mais marcados, mas não determinam rejeição automática da órtese em qualquer paciente com rotação.
E
Errada
Está errada porque a adolescência não favorece simples observação quando há deformidade estabelecida e possibilidade de correção conservadora; ao contrário, essa faixa etária é tipicamente elegível para brace. A leve redução da capacidade vital, isoladamente, não obriga cirurgia, mas também não sustenta inação como melhor conduta inicial. Pela base, observar apenas porque o estirão de crescimento não terminou inverte o raciocínio correto, já que o potencial de remodelação durante a adolescência é justamente argumento a favor da órtese.
Pegadinha da questão
A banca usa os termos rigidez, assimetria e rotação esternal para induzir a leitura errada de que já existe contraindicação ao brace ou indicação automática de cirurgia. O ponto real é distinguir fator preditor de falha de contraindicação absoluta: sem prova de parede inequivocamente não complacente, a primeira abordagem continua sendo órtese compressiva com avaliação seriada da compressibilidade.
Dica para questões semelhantes
  • Em pectus carinatum condrogladiolar do adolescente, pense primeiro em órtese compressiva; só mude a hierarquia se o caso trouxer não compressibilidade clara, falha prévia ou anatomia desfavorável.
  • Rigidez, assimetria e rotação esternal pesam como preditores de menor resposta, não como exclusão automática do tratamento conservador.
  • Quando a questão citar guideline, procure o critério operacional usado para decidir a conduta; aqui, esse critério é a complacência da parede torácica.
  • Alteração funcional leve isolada não redefine sozinha a conduta para cirurgia imediata.

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