O pectus carinatum é uma deformidade protusiva da parede tor...

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Q3833828 Medicina
O pectus carinatum é uma deformidade protusiva da parede torácica anterior, frequentemente diagnosticada na adolescência. Sobre sua fisiopatologia, avaliação e tratamento, assinale a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O tratamento conservador com órtese compressiva é preferido em muitos casos de pectus carinatum flexível, com melhores resultados em pacientes ainda em crescimento, antes da maturidade esquelética. Como a alternativa C descreve exatamente esse princípio terapêutico, ela é a correta.

Tema central: Tratamento do pectus carinatum
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque superestima a repercussão funcional pulmonar do pectus carinatum. A base informa que a maioria dos pacientes não apresenta comprometimento funcional pulmonar importante mensurável e que não é típico haver redução marcada e habitual do VEF1, muito menos como achado comum acima de 30%. O erro é transformar uma deformidade cujo impacto costuma ser predominantemente estético/psicossocial em quadro tipicamente restritivo grave.
B
Errada
Está errada porque inverte a frequência das variantes anatômicas. A forma mais comum é a condrogladiolar, enquanto a chondromanubrial, também chamada de Currarino-Silverman, é menos frequente. Portanto, afirmar que essa última responde por mais de 80% dos casos contraria a classificação morfológica consolidada.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o tratamento conservador com órtese compressiva dinâmica é parte central do manejo de muitos casos de pectus carinatum flexível, e seu resultado depende da compressibilidade da deformidade e da maleabilidade das cartilagens costais. Essa maleabilidade é maior durante o crescimento, antes da maturidade esquelética, o que explica a melhor resposta nessa fase. Esse é o fundamento terapêutico consolidado para preferir a órtese em adolescentes ainda em crescimento, quando indicada.
D
Errada
Está errada porque a assimetria não é contraindicação geral à técnica de Ravitch modificada. A base é explícita ao afirmar que a decisão cirúrgica depende de gravidade, rigidez, falha da órtese e características anatômicas, e não de uma proibição absoluta por assimetria. O problema da alternativa é confundir maior complexidade técnica com contraindicação formal inexistente.
E
Errada
Está errada porque nega associações sindrômicas reconhecidas. A base afirma que deformidades da parede torácica, incluindo pectus carinatum, podem estar associadas a síndromes do tecido conjuntivo, como síndrome de Marfan. Assim, não é correto dizer que essa relação é rara a ponto de ser incomum em termos absolutos.
Pegadinha da questão
A banca misturou um fato terapêutico verdadeiro e decisivo — melhor resposta da órtese antes da maturidade esquelética — com erros clássicos: exagerar disfunção pulmonar, trocar a variante anatômica mais comum, tratar assimetria como contraindicação cirúrgica absoluta e negar associação com Marfan.
Dica para questões semelhantes
  • Em pectus carinatum, pense primeiro se a deformidade é flexível e se o paciente ainda está em crescimento: isso favorece órtese compressiva.
  • Não trate comprometimento funcional pulmonar importante como achado típico do pectus carinatum; a queixa predominante costuma não ser espirométrica grave.
  • Memorize a distribuição morfológica correta: a forma condrogladiolar é a mais frequente; Currarino-Silverman é menos comum.
  • Assimetria, por si só, não exclui cirurgia; a indicação depende da anatomia, da rigidez e da resposta ao tratamento conservador.

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