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Q3833826 Medicina
Paciente de 23 anos, previamente hígido, apresenta quadro de infecções respiratórias de repetição e hemoptise leve. A angiotomografia evidencia área de parênquima não aerado no segmento basal posterior esquerdo, com suprimento arterial único originado da aorta abdominal e drenagem venosa para veia pulmonar esquerda. Sobre o diagnóstico e o manejo adequado, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O achado decisivo é a drenagem venosa para a veia pulmonar esquerda, que no contexto de suprimento arterial sistêmico pela aorta abdominal define o padrão de sequestro pulmonar intralobar. Em paciente sintomático, isso sustenta ressecção cirúrgica com controle/ligadura precoce da artéria sistêmica aberrante para reduzir risco hemorrágico.

Tema central: Sequestro pulmonar intralobar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui o caso ao sequestro extralobar com base em um padrão de drenagem que não corresponde ao extralobar. O dado mais discriminador da questão é a drenagem venosa para a veia pulmonar esquerda, que favorece sequestro intralobar. A origem arterial sistêmica não diferencia sozinha intralobar de extralobar.
B
Errada
Está errada porque transforma um cuidado técnico em contraindicação absoluta. O suprimento arterial sistêmico é compatível com sequestro intralobar neste contexto, mas a videotoracoscopia não é contraindicada por definição. O ponto técnico obrigatório é planejar e controlar a artéria sistêmica aberrante; o risco de sangramento exige controle vascular rigoroso, não exclui automaticamente a via minimamente invasiva.
C
Certa
A alternativa C está correta porque usa os dois pontos decisivos do caso. Primeiro, a drenagem venosa para a veia pulmonar é o padrão clássico do sequestro pulmonar intralobar, enquanto o extralobar costuma drenar para o sistema venoso sistêmico. Segundo, na ressecção desse tipo de malformação, a artéria aberrante tem pressão sistêmica e seu controle/ligadura no início do procedimento é passo técnico fundamental para prevenir sangramento importante durante a dissecção.
D
Errada
Está errada porque o paciente é sintomático, com infecções respiratórias de repetição e hemoptise, cenário em que o tratamento definitivo habitual é cirúrgico. O risco de sangramento não inviabiliza a cirurgia; ele impõe a necessidade de identificação e ligadura precoce da artéria sistêmica aberrante. Manter apenas antibioticoterapia não resolve a malformação.
E
Errada
Está errada porque o achado vascular é incompatível com a afirmação feita. Irrigação sistêmica por ramo direto da aorta é critério que aponta para sequestro pulmonar, não define malformação adenomatoide cística. As infecções de repetição podem confundir, mas aqui o dado angiográfico é o que fecha o diagnóstico.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre origem arterial sistêmica e tipo de sequestro: esse achado pode existir nos dois tipos, mas o que realmente diferencia aqui é a drenagem venosa para veia pulmonar, que aponta para o intralobar; a outra armadilha foi tratar o risco de sangramento como contraindicação cirúrgica, quando ele na verdade define a necessidade de controle vascular precoce.
Dica para questões semelhantes
  • Em sequestro pulmonar, use a drenagem venosa como critério principal de diferenciação: pulmonar sugere intralobar; sistêmica sugere extralobar.
  • Não tente definir intralobar versus extralobar apenas pela presença de artéria sistêmica aberrante, porque esse dado isolado não basta.
  • Em paciente sintomático com sequestro pulmonar, pense em ressecção cirúrgica como tratamento definitivo.
  • Na técnica operatória, procure o princípio decisivo da prova: identificar e controlar cedo a artéria sistêmica aberrante para reduzir hemorragia.

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