A notificação da suspeita ou ocorrência de doenças de notifi...
A notificação da suspeita ou ocorrência de doenças de notificação obrigatória, listadas em Instrução Normativa do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento é obrigatória para qualquer cidadão, bem como para todo profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal. A suspeita ou ocorrência de qualquer doença listada na referida Instrução Normativa deve ser notificada imediatamente, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas de seu conhecimento, quando:
I - ocorrer pela primeira vez ou reaparecer no País, zona ou compartimento declarado oficialmente livre.
II - qualquer nova cepa de agente patogênico ocorrer pela primeira vez no País, zona ou compartimento.
III - ocorrerem mudanças repentinas e inesperadas nos parâmetros epidemiológicos como: distribuição, incidência, morbidade ou mortalidade de uma doença que ocorre no País, unidade federativa, zona ou compartimento.
IV - ocorrerem mudanças de perfil epidemiológico, como mudança de hospedeiro, de patogenicidade ou surgimento de novas variantes ou cepas, principalmente se houver repercussões para a saúde pública.
Assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão versa sobre notificação compulsória de doenças animais, conforme disposto na Instrução Normativa nº 50/2013 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), extremamente relevante para a atuação do Médico Veterinário na esfera pública.
Legislação aplicada:
Art. 3º: “A notificação de suspeita ou ocorrência de doenças de notificação obrigatória é obrigatória para qualquer cidadão, bem como para todo profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal.”
Art. 4º: Determina que a notificação seja imediata (até 24 horas) em situações como: I - ocorrência ou reaparecimento da doença; II - surgimento de nova cepa de agente patogênico; III - mudanças epidemiológicas abruptas; IV - mudanças no perfil epidemiológico, inclusive surgimento de novas variantes, principalmente com impacto em saúde pública.
Interpretação e análise:
A norma busca assegurar vigilância e resposta rápidas para proteger a saúde animal e, por consequência, a saúde pública. O profissional veterinário é peça-chave neste processo, sendo responsável tanto pela identificação quanto pela comunicação de situações de risco sanitário.
Exemplo prático: Imagine que um veterinário identifique em seu município um caso suspeito de doença que não ocorria há anos na região. Ele deve, imediatamente, comunicar a autoridade sanitária, mesmo se houver apenas suspeita. O mesmo vale para a identificação de nova variante de vírus ou aumento súbito de mortalidade animal.
Análise das alternativas:
Alternativa A – CORRETA: Todos os itens (I, II, III e IV) são situações previstas expressamente no art. 4º da IN nº 50/2013. A notificação nesses casos é obrigatória e deve ser feita em até 24 horas do conhecimento do fato.
Alternativas B, C e D – INCORRETAS: Todas omitem uma ou mais hipóteses previstas na legislação, restringindo de forma indevida a abrangência da notificação obrigatória.
Pegadinhas da questão: Ao omitir um dos incisos ou misturar os itens, as alternativas incorretas podem confundir por estarem parcialmente corretas. O candidato deve sempre comparar todos os itens listados no enunciado com o texto literal da IN nº 50/2013.
Contribuição doutrinária: Adilson José de Oliveira, em "Direito Sanitário Veterinário", reforça que a notificação compulsória é instrumento fundamental para o controle sanitário e obrigação legal de todos os agentes envolvidos.
Resumo: Todos os incisos apresentados pelo enunciado são exigidos pela legislação vigente, tornando correta apenas a alternativa A.
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