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Q26290 Medicina
Um jovem de 18 anos refere que há 6 meses vem apresentando 1 a 2 crises de asma por semana, acordando cerca de 1 ou 2 vezes por mês com tosse e desconforto respiratório. As crises não têm interferido com suas atividades diárias e registrou volume expiratório no 1 o segundo de 81% do esperado. Recomenda-se, como primeiro passo na terapia medicamentosa,
Alternativas

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Para resolvermos essa questão, vamos primeiro entender o tema central que é o manejo inicial de um paciente jovem com diagnóstico de asma leve persistente. Na prática clínica, o tratamento da asma é guiado por diretrizes que classificam a doença com base na frequência dos sintomas, impacto na vida diária e função pulmonar.

Justificativa para a alternativa correta (D): A questão descreve um paciente com sintomas típicos de asma leve persistente: crises de 1 a 2 vezes por semana e despertares noturnos 1 ou 2 vezes no mês, sem impacto significativo nas atividades diárias e um VEF1 de 81%. De acordo com as diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) e outras diretrizes nacionais, o manejo inicial para asma leve persistente envolve o uso de um beta-2 agonista inalatório de curta duração "quando necessário". Esta abordagem visa controlar rapidamente os sintomas agudos. Na prática clínica, isso geralmente se traduz no uso de um inalador de alívio, como o salbutamol, em crises.

Análise das alternativas incorretas:

A - Corticoesteróide inalatório, em dose baixa, 2 vezes ao dia: Embora os corticoides inalatórios sejam indicados para asma persistente, seu uso como terapia regular não é necessário no estágio leve persistente inicialmente, sem ter tentado antes o beta-2 agonista de curta duração. Além disso, a abordagem padrão inicial não envolve doses regulares diárias de corticoide para controlar sintomas agudos.

B - Associação de corticoesteróide e beta-2 agonista de longa duração, em 2 doses diárias: Essa combinação é mais apropriada para asma moderada a grave, onde há necessidade de controle mais rigoroso e prevenção de crises frequentes. Não está indicada como primeiro passo em asma leve persistente.

C - Beta-2 inalatório de longa duração, em dose única diária: Os beta-2 agonistas de longa duração não são usados isoladamente em asma devido ao risco de exacerbações. Eles devem ser sempre combinados com corticoides inalatórios em casos mais graves.

E - Corticoesteróide inalatório em dose moderada/alta, aplicado à noite: Não se recomenda doses moderadas/altas de corticoides inalatórios para asma leve persistente, já que isso pode levar a um tratamento excessivo e a possíveis efeitos adversos desnecessários.

Reconhecer o tipo de asma e o tratamento inicial adequado é fundamental para garantir o manejo eficaz e seguro do paciente. Isso evita tanto o subtratamento quanto o sobretratamento, cada um com seus riscos associados.

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