Um paciente de 72 anos, hipertenso e diabético (ASA/PS III),...
Qual é a principal estratégia farmacológica utilizada para reduzir a demanda metabólica cerebral (CMRO2) e conferir proteção neural e qual o valor de pressão arterial média (PAM) que se deve objetivar durante o clampeamento para garantir a perfusão?
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: No clampeamento carotídeo com sinais de isquemia no EEG, o critério decisivo é reduzir a demanda metabólica cerebral e sustentar a perfusão colateral. Por isso, a conduta clássica é usar barbitúricos ou propofol em profundidade suficiente para supressão no EEG/BIS e manter a PAM cerca de 10-20% acima do basal.
- Se o EEG piora no clampeamento carotídeo, pense em hipoperfusão cortical: a resposta deve unir redução de CMRO2 e aumento da perfusão colateral.
- Para redução farmacológica relevante de CMRO2 nesse contexto, procure propofol ou barbitúrico com profundidade suficiente para supressão elétrica monitorizável.
- Em endarterectomia de carótida com risco isquêmico, desconfie de alternativas com hipotensão ou PAM fixa; o raciocínio correto costuma ser manter pressão cerca de 10-20% acima do basal.
- Não troque medidas para edema/hipertensão intracraniana por tratamento da isquemia por hipoperfusão durante clampeamento.
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