O entendimento dos tribunais superiores a respeito da abrang...
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Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A Constituição Federal, art. 5º, caput, assegura “a inviolabilidade do direito à vida”, e o § 1º estabelece: “As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.” Esses atributos sustentam B. Já as qualificações “absoluto” e “ilimitado” de C e D são incompatíveis com as hipóteses legais e jurisprudenciais de interrupção da gestação. Mantém-se B como gabarito oficial, sem afirmar que toda a sua redação seja incontroversa.
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;”. Portanto, a expressão “risco à saúde” somente sustenta o gabarito se interpretada restritivamente como inexistência de outro meio de salvar a vida da gestante, requisito que a alternativa não explicita. Já a interrupção da gestação de feto anencéfalo encontra respaldo no entendimento do STF na ADPF 54/DF, e não em hipótese literalmente acrescentada ao art. 128. Assim, B é a resposta oficial, sem sustentação jurídica integral e inequívoca para sua exclusividade.
- Separe inviolabilidade de caráter absoluto: confronte afirmações de proteção ilimitada com as hipóteses legais e jurisprudenciais admitidas.
- No aborto necessário, exija o requisito preciso: inexistência de outro meio de salvar a vida da gestante; não o substitua por qualquer risco à saúde.
- Distinga proteção dos direitos do nascituro desde a concepção de uma definição constitucional do início da vida.
- Na recusa religiosa de tratamento, verifique capacidade civil plena e decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida; o risco de morte, isoladamente, não afasta a recusa válida.
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LETRA B
inviolável, de aplicabilidade imediata, abrangendo desde a concepção. No entanto, admite exceções para a interrupção da gravidez nos casos de fetos com anencefalia e de risco à saúde da gestante, respeitando a dignidade humana.
Aos que não possuem assinatura na plataforma. Os que possuem deixem de ser chatos
Alguém sabe explicar o erro da A?
Os acórdãos do STF nos casos RE 979.742 e RE 1.212.272 deixam claro que a recusa de transfusão de sangue por parte das Testemunhas de Jeová deve ser respeitada mesmo em situações de iminente risco de morte. O ministro Gilmar Mendes destacou que "Desse modo, adotando a mesma lógica do Tribunal Constitucional alemão, que compreendeu, de certa forma, que a liberdade religiosa tem eficácia para condicionar a incidência do tipo penal de omissão de socorro, entendo, de igual forma, que a autodeterminação e a liberdade de crença, quando houver manifestação livre, consciente e informada de pessoa capaz civilmente em sentido contrário à submissão ao tratamento, impedem a atuação forçada dos profissionais de saúde envolvidos, ainda que presente risco iminente de morte do paciente".
https://www.migalhas.com.br/depeso/424840/autonomia-e-liberdade-religiosa-em-decisoes-medicas-temas-1-069-e-952
Também marquei essa
Mas acho que foi a mais correta. Nao sei.
fui por essa lógica!
Alternativa A – Incorreta
"...reconhece a recusa a tratamentos médicos por razões religiosas, mesmo em situações que representem risco imediato à vida."
Erro:
Embora o direito à liberdade religiosa seja protegido, em casos de risco iminente de morte, a jurisprudência tende a priorizar a preservação da vida, principalmente quando se trata de menores de idade ou incapazes. Assim, a recusa ao tratamento médico não é absoluta e pode ser relativizada judicialmente para salvar vidas.
✅ Alternativa B – Correta:
“...inviolável, de aplicabilidade imediata, abrangendo desde a concepção... admite exceções...”
Correta:
Esse é exatamente o entendimento do STF: o direito à vida é protegido desde a concepção, mas admite exceções específicas, como anencefalia e risco à saúde da gestante, sempre com base na dignidade da pessoa humana.
Alternativa C – Incorreta
"...direito à vida é absoluto... autonomia da vontade não se sobrepõe..."
Erro:
O direito à vida não é absoluto. O STF já reconheceu exceções, como nos casos de aborto em fetos anencéfalos (ADPF 54) e de risco à gestante. Além disso, a autonomia da vontade pode sim ser considerada, especialmente em contextos como cuidados paliativos, recusa de transfusões, etc.
Alternativa D – Incorreta
"...vedada qualquer limitação, entretanto, autoriza a ponderação em experimentação científica..."
Erro:
A alternativa é contraditória. Se o direito é “ilimitado”, não pode haver ponderação. Além disso, a experimentação científica com seres humanos é severamente limitada e controlada, e não pode colocar em risco o direito à vida e à integridade física, conforme a Constituição (art. 5º, III) e tratados internacionais.
Fonte: Chatgpt
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