A ultrassonografia (US) revolucionou a prática de bloqueios ...

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Q3833495 Medicina

A ultrassonografia (US) revolucionou a prática de bloqueios de nervos periféricos (BNP), permitindo injeções mais precisas e com volumes de anestésico local (AL) reduzidos. No entanto, a injeção intravascular acidental de AL (principal causa de intoxicação) continua sendo o risco de segurança mais grave.


Qual das seguintes opções descreve a principal vantagem técnica do US para a realização de BNP e o principal mecanismo de risco envolvido na injeção intravascular? 

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que a ultrassonografia, em bloqueios de nervos periféricos, permite visualizar em tempo real a ponta da agulha e a dispersão do anestésico local, o que explica a maior precisão do procedimento. O enunciado também destaca que a injeção intravascular acidental continua sendo o risco de segurança mais grave, e nesse contexto a toxicidade sistêmica por anestésico local pode evoluir com cardiotoxicidade, que é a complicação mais temida.

Tema central: US em bloqueio periférico
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde exatamente aos dois eixos cobrados. No plano técnico, a principal utilidade do US no bloqueio de nervos periféricos é a visualização dinâmica da ponta da agulha e da dispersão do anestésico local, aumentando a precisão do procedimento. No plano farmacológico, a injeção intravascular acidental pode causar toxicidade sistêmica por anestésico local, e a manifestação mais grave é a cardiotoxicidade.
B
Errada
Está errada em ambos os componentes. A ultrassonografia reduz o risco vascular, mas não torna a injeção intravascular impossível; por isso, não elimina medidas de segurança como aspiração e injeção fracionada. Além disso, embora sinais neurológicos possam ocorrer na toxicidade sistêmica por anestésico local, a questão pede o risco mais grave da injeção intravascular, que é a cardiotoxicidade.
C
Errada
Documentação pode existir como aspecto acessório, mas não é a principal vantagem técnica do US no bloqueio periférico. O ponto técnico central é a visualização em tempo real da agulha e da dispersão do anestésico local. Quanto ao risco, insuficiência renal não é o mecanismo principal da intoxicação aguda por injeção intravascular; o mecanismo decisivo é a entrada do anestésico local na circulação, gerando toxicidade sistêmica.
D
Errada
A alternativa erra ao afirmar obrigatoriedade de neuroestimulador. O US não garante que todo bloqueio seja feito com neuroestimulador; são métodos que podem ser complementares, mas um não impõe o outro em todos os casos. Também erra no risco principal: lesão por agulha é complicação mecânica possível, porém o enunciado explicita que a injeção intravascular acidental é o risco de segurança mais grave, o que remete à toxicidade sistêmica por anestésico local.
E
Errada
A redução de volume pode ocorrer com o uso do US, mas isso não substitui a vantagem técnica principal cobrada, que é a visualização em tempo real da ponta da agulha e da dispersão do anestésico local. A afirmação sobre prolongar a duração do bloqueio não é o critério decisivo da questão. Além disso, hipotensão por bloqueio simpático não é o principal risco da injeção intravascular acidental de anestésico local em bloqueio periférico; o risco central é a toxicidade sistêmica, especialmente cardiotoxicidade.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar a redução de risco promovida pelo US como eliminação completa do risco vascular e trocar sinais neurológicos iniciais da intoxicação pela complicação mais grave, que é a cardiotoxicidade.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre US em bloqueio periférico, priorize como vantagem principal a visualização em tempo real da agulha e da dispersão do anestésico, não efeitos secundários variáveis.
  • Se o enunciado falar em injeção intravascular de anestésico local, pense primeiro em toxicidade sistêmica por anestésico local.
  • Quando a questão pedir o risco mais grave da intoxicação por anestésico local, diferencie manifestação neurológica possível da complicação mais temida, que é cardiovascular.
  • Não aceite alternativas que atribuam ao US caráter infalível ou dispensem medidas de segurança como aspiração e injeção incremental.

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