A avaliação pré-anestésica da via aérea é crucial para antec...

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Q3833493 Medicina
A avaliação pré-anestésica da via aérea é crucial para antecipar a ventilação e intubação difíceis. O objetivo é evitar o cenário de não conseguir ventilar nem intubar, o que pode levar rapidamente à hipóxia e ao óbito. A utilização de parâmetros clínicos é a primeira linha de rastreio de risco.
Qual dos seguintes critérios clínicos de avaliação está CORRETAMENTE associado a um achado de alto risco para laringoscopia/intubação difícil (grau III ou IV) e qual o principal preditor isolado de ventilação difícil?  
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A alternativa correta combina o achado classicamente associado a laringoscopia difícil, Mallampati III/IV, com o preditor isolado clássico de ventilação difícil por máscara, a barba.

Tema central: Via aérea difícil
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa inverte o significado da distância tireomentoniana: o risco aumenta quando ela é curta, tipicamente abaixo de 6 a 6,5 cm, e não quando é maior que 6,5 cm. Além disso, o teste de mordida labial é citado na base como útil para prever intubação difícil, não como principal preditor isolado clássico de ventilação difícil por máscara.
B
Errada
Mallampati classe II não é o achado clássico de alto risco para laringoscopia/intubação difícil grau III ou IV; esse papel é de Mallampati III/IV. A abertura da boca menor que 3 cm pode dificultar manejo da via aérea, mas a alternativa já fica excluída porque erra o critério principal de laringoscopia difícil.
C
Certa
Mallampati III ou IV corresponde a menor visualização das estruturas orofaríngeas e se associa a maior chance de laringoscopia/intubação difícil. Já a barba é preditor clássico e independente de ventilação difícil com máscara porque dificulta o selamento da interface facial e favorece escape aéreo. A alternativa C é a única que acerta simultaneamente esses dois pontos cobrados.
D
Errada
A alternativa erra em dois pontos objetivos: a abertura da boca menor que 3 cm pode dificultar laringoscopia, mas não é o achado clássico de alto risco para laringoscopia/intubação difícil na forma pedida pelo enunciado; além disso, IMC > 30 kg/m² pode contribuir para ventilação difícil, porém não é o preditor isolado clássico cobrado pela base, que destaca a barba. Portanto, a opção não satisfaz nenhum dos dois critérios de modo adequado.
E
Errada
Mallampati classe I indica baixa probabilidade de laringoscopia difícil, portanto contradiz diretamente o pedido de achado de alto risco. Embora idade > 55 anos possa aparecer como fator de risco para ventilação difícil, isso não corrige o erro da primeira metade da alternativa, que já a invalida.
Pegadinha da questão
A banca mistura, na mesma alternativa, um preditor de laringoscopia/intubação difícil e um preditor de ventilação difícil por máscara; o erro clássico é tratar esses riscos como sinônimos ou aceitar um fator plausível para ventilação difícil sem checar se o critério de laringoscopia também está correto.
Dica para questões semelhantes
  • Separe mentalmente os dois desfechos: intubação difícil e ventilação difícil por máscara não têm exatamente os mesmos preditores.
  • Para laringoscopia difícil, Mallampati III/IV é o achado clássico entre as opções usuais; Mallampati II e I não preenchem esse critério de alto risco.
  • Na distância tireomentoniana, o problema é valor curto, não aumentado.
  • Para ventilação difícil por máscara, valorize fatores que pioram vedação facial; barba é o exemplo clássico cobrado.

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