Um paciente de 60 anos, ASA PS II, submetido à colecistectom...

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Q3833492 Medicina
Um paciente de 60 anos, ASA PS II, submetido à colecistectomia laparoscópica sob anestesia geral com Rocurônio, está na Sala de Operação. Ao final da cirurgia, o anestesista avalia a recuperação clínica do paciente (capacidade de sustentar a elevação da cabeça por 5 segundos) e procede à extubação, sem realizar a monitorização objetiva (TOF). Qual das seguintes opções reflete CORRETAMENTE a falha na conduta do anestesista e o risco real, com base na correlação entre a avaliação clínica e a monitorização objetiva? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Após bloqueador neuromuscular não despolarizante, sinais clínicos como sustentar a cabeça por 5 segundos não excluem bloqueio neuromuscular residual; no caso, a extubação foi feita sem monitorização quantitativa por TOF, o que impede confirmar recuperação neuromuscular adequada e torna correta a alternativa que aponta a ausência dessa monitorização como falha.

Tema central: Bloqueio neuromuscular residual
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta o ponto decisivo da questão: a falha foi extubar sem monitorização objetiva da recuperação neuromuscular. A base informa que sinais clínicos clássicos, como a elevação sustentada da cabeça, podem ocorrer antes da recuperação completa e não excluem bloqueio residual. Assim, o paciente pode parecer recuperado e ainda apresentar TOF ratio insuficiente para recuperação funcional completa, com risco de bloqueio neuromuscular residual não reconhecido.
B
Errada
Está errada porque atribui a falha ao uso do Rocurônio, quando o problema real foi a ausência de monitorização objetiva da recuperação após seu uso. Além disso, usa T1 ≥ 90% do basal como critério de segurança, mas a base destaca que o parâmetro mais útil é a razão TOF quantitativa, não T1 isoladamente.
C
Errada
Está errada por deslocar a falha para a ausência de estimulação tetânica a 100 Hz, quando o erro central foi extubar sem monitorização quantitativa por TOF. Também erra ao considerar TOF ratio ≥ 0,70 suficiente, pois a base informa que esse é um limiar antigo e insuficiente para garantir recuperação funcional adequada.
D
Errada
Está errada porque prolongar o teste clínico para 10 segundos não corrige a limitação essencial da avaliação clínica isolada. A base deixa claro que testes clínicos sustentados não excluem bloqueio residual. Além disso, TOF ratio ≥ 0,85 não corresponde ao critério clássico mais aceito de recuperação adequada, que é mais alto.
E
Errada
Está errada porque, embora reconheça a ausência de monitorização objetiva, fundamenta a segurança em um critério inadequado: 'abaixo de 50% de bloqueio de T1'. A base afirma que a questão se resolve pela superioridade da razão TOF quantitativa para detectar recuperação suficiente e que o grau isolado de T1 não define segurança de extubação nem recuperação funcional completa.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre recuperação clínica grosseira e recuperação neuromuscular completa: conseguir elevar a cabeça não garante TOF ratio seguro nem exclui fraqueza residual de musculatura faríngea e de proteção de via aérea.
Dica para questões semelhantes
  • Após bloqueador neuromuscular não despolarizante, teste clínico isolado não basta para excluir bloqueio residual.
  • Para recuperação pós-bloqueio, priorize TOF ratio quantitativo; não troque esse critério por T1 isolado.
  • Desconfie de alternativas que aceitam TOF ratio de 0,70 como suficiente para extubação segura.
  • Se a alternativa culpa o fármaco em si, verifique se o erro real não está na monitorização da recuperação.

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