A monitorização invasiva da pressão arterial (PAI), por meio...

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Q3833489 Medicina
A monitorização invasiva da pressão arterial (PAI), por meio de cateterismo arterial, é essencial em procedimentos de alto risco ou instabilidade hemodinâmica. Essa técnica oferece informações que vão além da simples pressão arterial, mas apresenta riscos que devem ser gerenciados. Qual a principal vantagem prática da monitorização invasiva da pressão arterial sobre a técnica não invasiva e o risco vascular mais comum associado ao procedimento? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer que o cateter arterial permite mensuração contínua da pressão arterial e coleta seriada de sangue arterial, especialmente para gasometrias, e que sua complicação vascular típica é trombose/oclusão arterial com possível isquemia distal. Essa combinação torna a alternativa C a correta.

Tema central: Linha arterial invasiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a linha arterial isolada não tem como vantagem prática principal a estimativa contínua do débito cardíaco. Estimativas hemodinâmicas derivadas da curva arterial dependem de tecnologia adicional, não do cateter arterial em si. Além disso, embolia gasosa não é o risco vascular mais comum do procedimento.
B
Errada
Está errada porque, embora a PAI realmente forneça medidas contínuas e mais precisas da pressão arterial, a alternativa falha no segundo ponto exigido pela questão. Infecção local pode ocorrer em dispositivos invasivos, mas não é o risco vascular mais característico do cateterismo arterial; o risco vascular típico é trombose arterial com possibilidade de isquemia distal.
C
Certa
A alternativa C reúne os dois elementos exigidos pela questão de forma tecnicamente correta. O cateter arterial, além da mensuração contínua da pressão arterial, permite obtenção repetida de amostras arteriais, especialmente para gasometria, sem múltiplas punções. Quanto ao risco, a complicação vascular mais característica é trombose ou oclusão arterial, com possível isquemia distal. Por isso, é a única associação plenamente correta entre vantagem prática da linha arterial e risco vascular típico.
D
Errada
Está errada porque a pressão de pulso contínua, isoladamente, não permite calcular resistência vascular sistêmica de forma confiável; esse cálculo exige integração com débito cardíaco e outros parâmetros. Além disso, overshoot é artefato do sistema de transdução, não complicação vascular do paciente submetido ao cateterismo arterial.
E
Errada
Está errada porque pressão venosa central é medida por cateter venoso central, não por linha arterial. Mesmo que hemorragia ou perda de sangue possa ocorrer como complicação de acesso invasivo, a alternativa erra no atributo funcional básico do método e por isso não pode ser aceita.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma vantagem verdadeira da PAI com um risco de natureza diferente na alternativa B: monitorização contínua da pressão arterial está correta, mas infecção local não é o risco vascular típico pedido. Também explorou a confusão entre artefato técnico de transdução e complicação vascular real na alternativa D.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão pedir linha arterial, pense em dois eixos: monitorização batimento a batimento e coleta seriada de sangue arterial.
  • Se o enunciado especificar risco vascular do cateterismo arterial, priorize trombose, vasoespasmo e isquemia distal, não complicações infecciosas.
  • Não atribua à linha arterial, por si só, medidas que dependem de sistemas adicionais, como débito cardíaco derivado da curva arterial.
  • Diferencie complicação do paciente de artefato do equipamento: overshoot é problema de transdução, não evento vascular.

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