Uma das formas de o servidor público estável perder seu car...

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Q2042481 Direito Constitucional
Uma das formas de o servidor público estável perder seu cargo efetivo é: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A Constituição Federal, art. 41, § 1º, I, prevê: "I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;". Como a questão trata da perda do cargo efetivo por servidor estável, a alternativa A corresponde à hipótese constitucional e é correta.

Tema central: Perda do cargo e estabilidade
Análise das alternativas
A
Certa
A previsão não significa que qualquer sentença definitiva, independentemente de seu conteúdo e efeitos, provoque a perda do cargo.
B
Errada
Exclui a ampla defesa, contrariando a Constituição Federal, art. 41, § 1º, II: "II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;". O erro decisivo é negar essa garantia, não a ausência de advogado: segundo o entendimento do STF na Súmula Vinculante 5, a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.
C
Errada
Atribui ao cargo efetivo do servidor estável a livre exoneração própria dos cargos em comissão, prevista no art. 37, II, da Constituição Federal. Esse regime não pode ser transposto ao cargo efetivo protegido pelo art. 41, § 1º. O erro não é mencionar exoneração em si, mas tratá-la como reversão de uma livre nomeação.
D
Errada
A mera vontade do ente federativo não constitui hipótese constitucional suficiente de perda do cargo. A estabilidade submete essa perda às hipóteses e garantias constitucionais, impedindo que o arbítrio administrativo substitua os requisitos do art. 41, § 1º.
E
Errada
A Constituição não estabelece mais de cinco dias consecutivos de faltas injustificadas como causa autônoma ou automática de perda do cargo. Eventual responsabilização disciplinar depende do regime aplicável e de processo administrativo com ampla defesa, conforme o art. 41, § 1º, II. Como o estatuto funcional não foi informado, não se pode fixar prazo legal de abandono de cargo.
Pegadinha da questão
Confundir ampla defesa obrigatória com defesa técnica obrigatória por advogado; aplicar ao servidor estável a livre exoneração dos cargos em comissão; e tratar faltas injustificadas como causa automática de perda do cargo.
Dica para questões semelhantes
  • Na hipótese judicial do art. 41, § 1º, I, confira a exigência de trânsito em julgado, sem presumir que toda sentença definitiva determine a perda do cargo.
  • No processo administrativo, verifique se a ampla defesa foi assegurada; a ausência de advogado, isoladamente, não viola a Constituição segundo a Súmula Vinculante 5.
  • Diferencie cargo efetivo protegido pela estabilidade de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração.
  • Não transforme faltas injustificadas em perda automática do cargo nem fixe prazo de abandono sem conhecer o estatuto aplicável.

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Comentários

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GABARITO: LETRA A

? Conforme CF de 1988:

? Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) § 1º O servidor público estável só perderá o cargo:

I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

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GABARITO: LETRA A

Art. 22.  O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.

FONTE:  LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990.  

Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.                

§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo:           

I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;             

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;           

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.   

FONTE: CF 1988

A questão exige o conhecimento da estabilidade, que é o direito do servidor público estatutário, nomeado no cargo em virtude de concurso público (ou seja, não é válido para cargo em comissão), de permanecer no serviço público após 3 anos de serviço efetivo.

Atenção: a estabilidade se dá no serviço público, e não no cargo. Ou seja, uma vez estável, o servidor pode passar em outro concurso e assumir outro cargo, que já ingressará como servidor estável.

Para adquirir a estabilidade, o servidor passará por uma avaliação especial de desempenho, que deve ser realizada por uma comissão constituída para essa finalidade.

Conforme o art. 41, §1º da Constituição Federal, o servidor estável só perderá o cargo:

I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; (ALTERNATIVA A)

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.

Além dessas hipóteses previstas no art. 41, §1º, o servidor estável também poderá perder seu cargo para a Administração adequar os gastos com pessoal aos limites fixados na lei de responsabilidade fiscal, após ter sido providenciada a redução de pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão ou funções de confiança e a exoneração de servidores não estáveis. Veja:

Art. 169 CF: a despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do DF e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

§3º: para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o DF e os Municípios adotarão as seguintes providências:

I - redução em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;

II - exoneração dos servidores não estáveis.

§4º: se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

Conforme se observa do rol do art. 41, §1º, da CF, a única alternativa que traz uma hipótese de perda do cargo é a letra A: por sentença judicial com trânsito em julgado.

GABARITO: A

GABARITO: Letra A

Servidor estável pode perder o cargo?

A respeito da perda do cargo do servidor já estável, a Constituição estabelece as seguintes hipóteses:

Constituição Federal, art. 41, §1º § 1º O servidor público estável só perderá o cargo:

I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado;

II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;

III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.

Além das hipóteses previstas no art. 41, §1º, o art. 169, §4º da CF acrescenta que o servidor estável poderá perder o cargo quando o excesso de gastos com pessoal impedir o cumprimento dos limites prudenciais da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Com efeito, nos termos do art. 169, se os limites previstos na LRF não forem observados, devem ser adotadas, sucessivamente, as seguintes providências:

1- Redução em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;

2- Exoneração dos servidores não estáveis;

3- Exoneração dos servidores estáveis.

Com a PEC 32, se for aprovada, a alternativa "D" (por espontânea vontade do ente federativo empregador) estará correta.

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