Em relação a crianças vítimas de traumatismo cranioencefálic...
I. idade da criança. II. presença de midríase pós-operatória. III. escale de coma de Glasgow inicial.
Os fatores I, II e III são, respectivamente:
Gabarito comentado
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Tema central: prognóstico em crianças com traumatismo cranioencefálico (TCE) grave submetidas à craniectomia descompressiva. O enunciado pede identificar se idade, midríase pós-operatória e Glasgow inicial são preditores de desfecho.
Gabarito: E — V, V e V.
Justificativa da alternativa correta
I) Idade da criança (V): Em TCE pediátrico, a idade é um preditor independente de desfecho: crianças muito pequenas (especialmente <2–4 anos) tendem a pior evolução funcional e maior mortalidade, por maior vulnerabilidade axonal, edema difuso e menor “reserva” cerebral. Evidenciado em coortes pediátricas e refletido nas diretrizes da Brain Trauma Foundation (BTF, 2019) e em revisões do UpToDate.
II) Presença de midríase pós-operatória (V): Pupilas dilatadas e não reativas após a descompressão indicam persistência de hipertensão intracraniana/herniação ou lesão de tronco/III par, sendo forte marcador de mau prognóstico (maior mortalidade e incapacidade grave). A reatividade pupilar é um dos pilares prognósticos em TCE grave (BTF; UpToDate).
III) Escala de Coma de Glasgow (ECG) inicial (V): A ECG pré-operatória é um dos mais consistentes preditores: escores mais baixos (3–5) associam-se a pior sobrevida/funcionalidade. Este é um achado clássico em Harrison’s Principles of Internal Medicine e nas diretrizes BTF.
Raciocínio clínico: A idade reflete maturação cerebral e padrões de lesão; a midríase pós-CD sugere compressão do III nervo/sofrimento de tronco; a ECG inicial quantifica a gravidade primária. Esses elementos permanecem válidos mesmo após a craniectomia.
Análise das alternativas incorretas
A (V, F, F): Errada porque II e III não são falsos. Pupilas pós-op e ECG inicial são preditores robustos.
B (F, V, F): Errada por negar o papel da idade e da ECG inicial, ambos consistentemente associados ao prognóstico.
C (V, V, F): Errada por considerar a ECG inicial não preditiva, o que contraria ampla evidência.
D (F, V, V): Errada ao negar a idade como fator prognóstico em TCE pediátrico.
Estratégia para prova: Em TCE grave, memorize a tríade prognóstica “Idade – Pupilas – Glasgow”. A craniectomia alivia a pressão, mas não invalida esses marcadores. Se a questão mencionar pupilas não reativas/midríase ou ECG muito baixo, pense em pior prognóstico.
Referências úteis: Brain Trauma Foundation. Guidelines for the Management of Pediatric Severe TBI (2019); UpToDate: Severe traumatic brain injury in children: Management and prognosis; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Resposta final: E — Verdadeiro, Verdadeiro e Verdadeiro.
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