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Q3332621 Medicina
Em relação ao tratamento cirúrgico da hidrocefalia em crianças, avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:

I. A derivação ventrículo-peritoneal promove uma redução das dimensões ventriculares mais evidente que a neuroendoscopia.

II. Infeções do sistema de DVP são, em geral, tardias.

III. Na neuroendoscopia, a fenestração do assoalho do terceiro ventrículo é suficiente, mesmo quando há membrana de Liliquist separada, obliterando a cisterna pré-pontina.


As afirmativas I, II e III são respectivamente:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Tema central: O tratamento cirúrgico da hidrocefalia em crianças normalmente envolve dois principais métodos: a derivação ventrículo-peritoneal (DVP) e a terceiro-ventriculostomia endoscópica (ETV). Saber interpretar indicações, limitações e complicações desses procedimentos é fundamental para provas envolvendo neurologia pediátrica.

Afirmação I – Verdadeira:
A DVP é reconhecida por causar uma redução muito mais visível das dimensões ventriculares que a neuroendoscopia, principalmente em crianças com hidrocefalia obstrutiva. Isso ocorre porque a DVP direciona o líquor de forma eficiente para fora do sistema ventricular, normalizando a pressão intracraniana.
Segundo o Manual MSD para Profissionais de Saúde: “A derivação ventrículo-peritoneal proporciona alívio eficaz e rápido da dilatação ventricular”.

Afirmação II – Falsa:
As infecções do sistema de DVP costumam se manifestar de forma precoce, geralmente nas primeiras semanas após a cirurgia, não sendo consideradas tardias. Sinais de infecção incluem irritabilidade, febre e descarga de secreção pela incisão.
De acordo com autores como Raimondi e diretrizes técnicas do IATS: “A maioria dos casos de infecção ocorre nas primeiras semanas após a implantação da derivação”.

Afirmação III – Falsa:
Na ETV, se existir uma membrana de Liliquist separando e obliterando a cisterna pré-pontina, apenas a fenestração do assoalho do terceiro ventrículo pode ser insuficiente, pois o fluxo de LCR pode continuar bloqueado. O exame endoscópico pode exigir a fenestração adicional dessa membrana. Ignorar essa necessidade pode resultar em insucesso terapêutico.
Obra referencial: O livro "Neurocirurgia Pediátrica" de Raimondi reforça essa conduta.

Estratégia de prova: Atenção com termos temporais como “tardias” quando o mais comum são complicações “precoces”. Também, perceba que detalhes anatômicos (como a membrana de Liliquist) são críticos para o sucesso cirúrgico, uma pegadinha comum em provas de concursos!

Assim, as respostas corretas são V, F, F: Alternativa A.

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