No ano de 2020, em razão da pandemia de covid-19 e das medi...
Considerando esse contexto, para ser classificado como RBU, um programa deve:
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar a RBU como benefício individual e universal, não focalizado nem contributivo.
- Se a política é focalizada nos pobres ou vulneráveis, ela não corresponde ao conceito de RBU cobrado aqui.
- Se o acesso depende de contribuição prévia, trata-se de lógica contributiva, não de renda básica universal.
- Quando a alternativa trouxer pagamento individual a todas as pessoas, esse é o sinal central de RBU neste tipo de questão.
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A alternativa correta é a E.
A Renda Básica Universal (RBU), conforme formulada por Philippe Van Parijs e outros teóricos contemporâneos, possui algumas características essenciais:
- Universalidade: deve ser concedida a todas as pessoas, sem distinção de classe, renda ou condição.
- Individualidade: o benefício é pago a cada indivíduo, não a famílias ou grupos.
- Incondicionalidade: não depende de requisitos de elegibilidade como trabalho, contribuição ou situação socioeconômica.
- Regularidade: deve ser pago de forma contínua e previsível.
- Suficiência: o valor deve ser capaz de garantir uma vida digna.
- A: incorreta, pois a RBU não se destina a público restrito nem depende de regras de elegibilidade.
- B: incorreta, porque não é focalizada apenas nos mais pobres, mas sim universal.
- C: incorreta, pois não há requisitos de elegibilidade; é para todos.
- D: incorreta, porque não é contributiva nem vinculada ao histórico de contribuições.
- E: correta, pois descreve a essência da RBU: benefício individual, concedido a todas as pessoas, com potencial de empoderamento por ampliar alternativas de vida e sustento econômico.
Assim, para ser classificado como RBU, um programa deve conceder o benefício de forma individual a todas as pessoas, podendo atuar como instrumento de empoderamento de grupos marginalizados por ampliar alternativas de vida e de sustento econômico.
A alternativa E captura dois elementos essenciais: a individualidade do benefício e a universalidade (todas as pessoas), além de mencionar corretamente o efeito de empoderamento — argumento central de Van Parijs, para quem a RBU amplia a real liberdade dos indivíduos, especialmente dos grupos marginalizados, ao garantir uma base econômica independente de qualquer relação de dependência.
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