No que concerne ao orçamento público no Brasil, julgue o ite...

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Q3502977 Administração Financeira e Orçamentária

No que concerne ao orçamento público no Brasil, julgue o item a seguir.

A aquisição de livros para bibliotecas públicas deve ser classificada como despesa corrente, na categoria de material de consumo, ainda que os livros, em regra, apresentem características típicas de material permanente, cuja aquisição caracteriza despesa de capital. 

Alternativas

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Alternativa correta: C – Certo

1. Tema central da questão:

Esta questão aborda a classificação orçamentária da despesa pública, especificamente sobre como a aquisição de livros para bibliotecas públicas deve ser registrada na administração pública. É fundamental entender os conceitos de despesa corrente, despesa de capital, material de consumo e material permanente.

2. Base teórica para compreensão:

No orçamento público brasileiro, as despesas são classificadas em correntes (manutenção das atividades) e de capital (aumentam o patrimônio). Segundo a Portaria STN nº 448/2002 (e atualizações posteriores), material permanente é aquele com duração superior a 2 anos, enquanto material de consumo é o que se desgasta rapidamente.

Porém, há uma exceção importante: livros, periódicos e materiais bibliográficos adquiridos para bibliotecas públicas devem ser classificados como material de consumo, mesmo tendo características de material permanente. Isso está previsto no item 4.2.1.1 da citada portaria e em manuais da área de orçamento público.

3. Justificativa da alternativa correta:

A alternativa está certa porque reflete a orientação normativa: os livros para bibliotecas públicas, por regra administrativa, são classificados como despesa corrente, na categoria material de consumo, independentemente de sua durabilidade. Portanto, mesmo que livros fossem, tecnicamente, materiais permanentes, a legislação determina essa exceção para fins orçamentários.

4. Estratégia de interpretação:

Ao resolver questões desse tipo, fique atento às exceções trazidas por normas específicas. Muitas vezes, o que parece contraditório no texto da lei é justificado por instruções normativas ou portarias – e as bancas adoram cobrar estas pegadinhas!

Conclusão:

Assim, a alternativa está correta conforme a legislação vigente e orientações técnicas. Estude e relembre sempre as exceções normativas para acertar questões como esta!

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Comentários

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Certo.

De acordo com o MCASP:

Classificação de despesa com aquisição de material bibliográfico Os livros e demais materiais bibliográficos apresentam características de material permanente (durabilidade superior a dois anos, não é quebradiço, não é perecível, não é incorporável a outro bem, não se destina a transformação). Porém, o art. 18 da Lei nº 10.753/2003, considera os livros adquiridos para bibliotecas públicas como material de consumo. “Art. 18. Com a finalidade de controlar os bens patrimoniais das bibliotecas públicas, o livro não é considerado material permanente.” As demais bibliotecas devem classificar a despesa com aquisição de material bibliográfico como material permanente.

Item está CERTO.

Conforme a NOTA TÉCNICA 062/2013/CNFI/SART/SEFAZ-MT: Livros e materiais bibliográficos apresentam características de material permanente, possui durabilidade superior a dois anos, não é quebradiço, não é perecível, não é incorporável a outro bem e não se destina a transformação. A aquisição de livros e material bibliográfico para bibliotecas da administração pública direta e indireta e os fundos destinando-se a atender um segmento da comunidade com propósito específico, deverá ser classificada da seguinte forma:

Categoria econômica: despesa de capital;

Grupo de despesa: investimento; e

Elemento de despesa: equipamentos e material permanente.

Porém se a aquisição dos livros e/ou materiais bibliográficos for para biblioteca pública, de acordo com a Lei nº 10.753/2003, artigo 18, deve-se classificar como MATERIAL DE CONSUMO. Biblioteca pública de acordo com acórdão do Tribunal de Contas da União/TCU é uma unidade destinada a atender todos os segmentos da comunidade indistintamente, a um público amplo em termos geográficos. Por exemplo, a biblioteca pública do Centro de Cuiabá, já a biblioteca de uma universidade ou escola não se adequa a classificação do TCU, pois se destina a atender um segmento da comunidade. A biblioteca pública mesmo classificando os livros e/ou material bibliográfico como material de consumo, deve efetuar o controle patrimonial dos seus livros de modo simplificado, através de relação carga de material e/ou verificação periódica da quantidade de itens requisitados. As demais bibliotecas devem classificar livros e material bibliográfico como permanente.

Fonte: PDF do Estratégia Concursos

@Lorenna Fonseca, existem duas classificações para aquisição de livros, busca a informação no MCASP, NÃO CONFIA EM IA.

CERTO

De fato, embora tecnicamente — segundo o MCASP e a Portaria STN 163/2001 — os livros para bibliotecas públicas tenham as características de material permanente (despesa de capital), o Cebraspe costuma adotar uma interpretação baseada em orientações práticas da administração pública federal:

  • A Instrução Normativa nº 205/1988 (Mare) e manuais de compras do governo tratam os livros como material de consumo, porque eles são considerados “perecíveis” pelo uso constante, podem se desatualizar rapidamente e precisam de reposição.
  • Assim, nas provas, o Cebraspe considera que a aquisição de livros deve ser registrada como despesa corrente (material de consumo).
  • Visão contábil (MCASP/STN): livros = material permanente → despesa de capital.
  • Visão orçamentária aplicada (uso administrativo e jurisprudência do Cebraspe): livros = material de consumo → despesa corrente.

Então, para concurso, especialmente em questões de Cebraspe, vale seguir o entendimento de que livros para bibliotecas públicas = despesa corrente.

Olá! Esta é uma ótima questão que aborda uma das exceções mais conhecidas e cobradas em provas sobre classificação de despesas públicas.

Gabarito da questão: CERTO

A afirmativa está perfeita. Ela descreve corretamente uma exceção normativa explícita nos manuais que regem as finanças públicas no Brasil.

Fundamentação Detalhada

Para entender a questão, precisamos analisar a regra geral e a exceção.

1. A Regra Geral: Despesa Corrente vs. Despesa de Capital

Em geral, a classificação de um bem como Material de Consumo (Despesa Corrente) ou Material Permanente (Despesa de Capital) segue critérios como durabilidade, fragilidade e valor.

* Material Permanente (Despesa de Capital): Bem que dura mais de dois anos, não é frágil, não se consome no uso, etc. (Ex: uma mesa, um computador, um veículo).

* Material de Consumo (Despesa Corrente): Bem que se consome/transforma com o uso e tem durabilidade curta. (Ex: papel, canetas, cartucho de impressora).

Seguindo essa lógica, um livro para uma biblioteca, que pode durar décadas, seria, em tese, um Material Permanente, e sua aquisição, uma Despesa de Capital. A própria questão reconhece isso.

2. A Exceção Normativa (O Ponto-Chave)

É aqui que entra a regra específica. Por razões de ordem prática e para padronizar o registro, o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) e o Manual Técnico de Orçamento (MTO) determinam, expressamente, que a aquisição de material bibliográfico (livros, periódicos, etc.) para compor acervo de bibliotecas é classificada como Despesa Corrente, no elemento de despesa "Material de Consumo".

Por que existe essa exceção?

A principal razão é a racionalidade administrativa. Seria extremamente complexo e custoso para a administração pública:

* Registrar cada livro individualmente como um ativo imobilizado (bem permanente).

* Colocar uma plaqueta de patrimônio em cada livro.

* Calcular a depreciação de milhares de livros ao longo dos anos.

Considerando o grande volume e a constante necessidade de renovação do acervo de uma biblioteca, a norma optou por simplificar o processo, tratando a compra de livros como um custo de manutenção do serviço, ou seja, uma despesa corrente.

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