O risco de infecção de um paciente esplenectomizado é maior...
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Tema central: O ponto central da questão é o risco de infecção em pacientes submetidos à esplenectomia. O baço tem papel essencial na defesa contra micro-organismos encapsulados, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Neisseria meningitidis. Ao ser removido, o organismo fica mais vulnerável a infecções graves, incluindo a sepse fulminante (OPSI – overwhelming post-splenectomy infection).
Justificativa da alternativa correta: Gabarito: E (errado)
A afirmação diz que o risco de infecção é maior durante toda a vida, mas “principalmente nos 10 primeiros anos”. Esta informação é imprecisa. O risco de infecção fulminante é significativamente maior nos primeiros anos, especialmente no primeiro mês após a esplenectomia, mas NUNCA deixa de estar elevado, persistindo por toda a vida.
Segundo revisão publicada na Revista Brasileira de Medicina (vol.59, n.2):
“o risco de infecção aumenta de 5 a 30 vezes nos primeiros 30 dias após a esplenectomia e permanece de 1 a 3 vezes maior ao longo da vida”.
Portanto, a afirmação de que o risco é especialmente concentrado até 10 anos não está fundamentada nas evidências médicas atuais. Mesmo décadas após a esplenectomia, há casos de sepse grave, mostrando que a vulnerabilidade é permanente.
Análise crítica das alternativas:
- C (certo): Incorrreta. Por sugerir um limite temporal inadequado para o risco aumentado. Risco elevado perdura indefinidamente.
- E (errado): Correta. Reconhece que a vulnerabilidade é perene, sem predomínio exclusivo nos 10 primeiros anos.
Pegadinhas e estratégias: Atenção a datas e marcos temporais em alternativas. Frases que tentam delimitar riscos (“principalmente nos 10 anos”) exigem conhecimento das recomendações – que alertam para risco durante toda a vida.
Recomendações oficiais: A vacinação contra pneumococo, meningococo e Haemophilus deve ser reforçada e mantida. Alguns casos requerem antibioticoterapia profilática continuada e orientação dos sinais de alarme.
Referência: UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine, Diretriz de Imunização SBIm.
Resumo: O risco de infecção após esplenectomia não se restringe aos 10 primeiros anos e permanece aumentado ao longo de toda a vida do paciente.
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