Para os pacientes com megaesôfago avançado grau III e IV, e...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685587 Medicina
Uma paciente de 38 anos de idade queixa-se de regurgitação, tosse noturna, perda de peso e dor no peito. Durante a investigação, é excluída doença cardiológica; entretanto, no exame de raios X de tórax contrastado, evidencia-se esôfago dilatado e afilado em sua porção distal. Continuando a investigação, foi solicitada uma manometria esofágica, que revelou relaxamento completo do esfíncter esofágico inferior e aperistaltismo completo do corpo do esôfago, confirmando a suspeita de acalasia.


Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, acerca da acalasia, julgue os itens a seguir. 
Para os pacientes com megaesôfago avançado grau III e IV, existem alternativas cirúrgicas com o objetivo de melhorar o esvaziamento gástrico, lembrando-se sempre de que a desnutrição grave é presente em muitos desses pacientes e deve ser corrigida antes do procedimento cirúrgico.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo de megaesôfago avançado (graus III e IV), especialmente a necessidade de corrigir a desnutrição antes de procedimentos cirúrgicos.

Justificativa da Alternativa Correta (C / "Certo"):

Pacientes com megaesôfago avançado apresentam sintomas como disfagia acentuada, regurgitação, tosse noturna e perda ponderal. Essa sintomatologia, causada pela obstrução funcional esofágica, leva frequentemente a desnutrição grave.

Segundo o II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas (2015): “Nos casos de megaesôfago grau III ou IV, a grande dilatação do esôfago ocupando o mediastino posterior pode ser identificada.” Além de orientar a alternativa cirúrgica, esse documento recomenda a correção prévia do estado nutricional para pacientes desnutridos, pois desnutrição aumenta riscos de complicações pós-operatórias, como infecções e deiscência de anastomoses.

Destaque que protocolos cirúrgicos (ex: esofagectomia, esofagoplastia, miotomia de Heller) sempre avaliam o estado nutricional do paciente - sendo comum a indicação de nutrição enteral temporária ou outras intervenções até estabilização clínica (Manual de Gastroenterologia, SBAD, 2016).

Análise crítica da alternativa Errada (E):

Marcar “errado” seria incompatível com as boas práticas assistenciais e as principais diretrizes nacionais. Ignorar a necessidade de reabilitação nutricional pode comprometer o prognóstico cirúrgico e elevar a mortalidade deste grupo. Portanto, a alternativa “E” contradiz orientações fundamentais para o manejo seguro desses casos.

Dica de prova: Fique atento a pegadinhas que omitem detalhes do preparo pré-operatório em grandes cirurgias eletivas. Sempre questione: “O paciente tem condições clínicas para operar?”

Resumo:
A correção da desnutrição é etapa essencial e obrigatória antes de qualquer intervenção cirúrgica no megaesôfago avançado, conforme protocolos nacionais e evidências científicas atualizadas.

Gabarito: C) certo

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Comentários

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A questão apresentada parece estar baseada em um mal-entendido comum sobre a acalasia e o chamado "megaesôfago". Em casos de acalasia, um distúrbio do esôfago, o esfíncter esofágico inferior (a válvula muscular no final do esôfago que permite a passagem de alimento para o estômago) não relaxa adequadamente. Isso resulta no alargamento do esôfago, conhecido como megaesôfago. O texto da questão sugere que o objetivo das alternativas cirúrgicas em casos de megaesôfago avançado (graus III e IV) seria melhorar o esvaziamento gástrico. Porém, isso está incorreto, pois o principal objetivo do tratamento cirúrgico da acalasia é melhorar o esvaziamento esofágico, e não gástrico. A parte correta do texto é que a desnutrição grave pode ser um problema em muitos desses pacientes e deve ser corrigida antes da cirurgia.

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