Assinale a alternativa que indica corretamente a doença gra...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B — Meningococcemia
Tema central: infecção meningocócica invasiva, quadro agudo com choque séptico e/ou meningite. O achado-chave é o LCR purulento com diplococos gram-negativos intra e extracelulares, típico de Neisseria meningitidis, associado a petéquias/púrpura e sinais meníngeos (rigidez de nuca, Kernig, Brudzinski).
Por que é a correta: a combinação de início súbito, febre alta, exantema hemorrágico, toxemia e irritação meníngea aponta para meningococcemia com meningite. No LCR, espera-se neutrofilia, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia, e a bacterioscopia mostra Neisseria como diplococos gram-negativos. Complicações incluem choque séptico, CID e síndrome de Waterhouse–Friderichsen (hemorragia adrenal). Referências: Harrison’s; UpToDate; OMS/CDC.
Diagnóstico complementar: hemoculturas e cultura do LCR, PCR para N. meningitidis. Isolamento por gotículas. A rapidez do reconhecimento é crucial em provas e na prática.
Conduta de escolha: iniciar imediatamente ceftriaxona (ou cefotaxima). Corticoide (dexametasona) pode ser iniciado empiricamente em meningite bacteriana e suspenso se confirmado meningococo. Suporte hemodinâmico e manejo da CID. Quimioprofilaxia dos contatos: rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona; e vacinação (MenACWY/MenB) conforme diretrizes (MS/OMS).
Estratégia de prova (pegadinha): a presença de petéquias/púrpura pode confundir com dengue ou “febre purpúrica brasileira”. O desempate é o LCR purulento com diplococos gram-negativos e sinais meníngeos, que definem meningococo.
Análise das alternativas incorretas:
A — Dengue hemorrágica: pode ter petéquias e choque, mas não cursa com LCR purulento nem diplococos gram-negativos; meningeísmo não é típico. Plaquetopenia e extravasamento plasmático são centrais (OMS), o que não é o foco aqui.
C — Meningite tuberculosa: evolução subaguda, acomete pares cranianos, LCR com linfocitose, hiperproteína marcada e hipoglicorraquia; bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR), não diplococos gram-negativos. Exantema hemorrágico não é característico.
D — Meningite por Haemophilus influenzae: LCR pode ser purulento, porém o Gram mostra cocobacilos gram-negativos, não diplococos. Além disso, púrpura fulminante é muito mais típica de meningococo. Incidência caiu com a vacina Hib (SBP/CDC).
E — Febre purpúrica brasileira: septicemia fulminante por H. aegyptius após conjuntivite; lembra meningococcemia, mas não é meningite: LCR geralmente não é purulento e o Gram mostra cocobacilos, não diplococos.
Dica final: em quadros sépticos com púrpura + meningeísmo, pense primeiro em meningococo e verifique o Gram do LCR para confirmar.
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