Assinale a alternativa que indica corretamente a doença in...
Gabarito comentado
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Tema central: quadro clínico típico de coqueluche (tosse paroxística com guincho inspiratório e vômitos pós-tosse), doença respiratória aguda, altamente transmissível, de distribuição universal, causada por Bordetella pertussis.
Gabarito: A – Coqueluche por Bordetella pertussis.
Por que é a correta: A descrição reúne os marcadores clássicos: paroxismos de tosse seca com apneia/“guincho” inspiratório e vômitos pós-tosse, além de congestão facial e cianose durante as crises. Esse padrão é característico da fase paroxística da coqueluche. Fisiopatologicamente, toxinas da B. pertussis (ex.: toxina pertussis) e dano ciliar levam à hipersensibilidade do reflexo da tosse e linfocitose periférica. Referências: Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde (coqueluche), WHO Pertussis Guidelines, UpToDate, Harrison’s.
Diagnóstico – como raciocinar:
- Fases clínicas: catarral (1–2 sem, inespecífica) → paroxística (2–6+ sem, tosse em salvas com guincho e vômitos) → convalescença (tosse reduz).
- Exames: PCR em swab de nasofaringe (melhor nas 3 primeiras semanas); cultura (específica, porém menos sensível); sorologia após 3–4 semanas; hemograma com linfocitose. Radiografia pode ser normal. Diretrizes: MS/WHO/CDC, UpToDate.
Tratamento e controle (essencial para provas): Azitromicina (5 dias) é de escolha; alternativas: claritromicina (7 dias) ou eritromicina. Isolamento respiratório na fase catarral/paroxística inicial; quimioprofilaxia para contatos próximos; vacinação (DTP/DTPa e reforços dTpa) para prevenção. Fontes: MS, CDC/WHO.
Análise das alternativas incorretas:
B) Chlamydia pneumoniae: causa pneumonia atípica com tosse seca e febre baixa, sem paroxismos, guincho ou vômitos pós-tosse. Achados não compatíveis.
C) “Bronquiolite” por Bordetella parapertussis: bronquiolite é tipicamente viral (VSR, rinovírus). B. parapertussis pode causar quadro coqueluchoide, geralmente mais brando, mas não “bronquiolite”. Termo e agente estão incorretos.
D) Laringotraqueobronquite por Chlamydia trachomatis: o crupe é viral (parainfluenza). C. trachomatis associa-se a pneumonia afebril do lactente (tosse “staccato”, taquipneia, conjuntivite neonatal), sem guincho ou paroxismos típicos.
E) Broncopneumonias por Mycoplasma pneumoniae: pneumonia atípica em escolares/adolescentes; tosse persistente, febre baixa, RX com infiltrado intersticial. Não produz o guincho inspiratório nem vômitos pós-tosse característicos.
Dicas de prova: Palavras-chave que apontam para coqueluche: paroxismos, guincho inspiratório, vômitos pós-tosse, protrusão da língua, cianose. Atenção à “pegadinha” com B. parapertussis: pode mimetizar, mas o enunciado descreve o quadro clássico de B. pertussis.
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