Uma das principais complicações no pós-operatório é a deisc...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685558 Medicina
Uma paciente de 23 anos de idade, com IMC = 37 kg/m² , compareceu ao consultório, pois pretende realizar procedimento para redução de peso. Tem falha no tratamento nutricional, nega tabagismo e (ou) alcoolismo e apresenta, como comorbidades, apenas asma e hipertensão controlada com medicamentos.


Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Uma das principais complicações no pós-operatório é a deiscência de anastomose e, com frequência, a taquicardia, por vezes acompanhada de agitação e taquipneia, é a única manifestação desse grave problema intra-abdominal.
Alternativas

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Tema central: Complicações pós-operatórias na cirurgia bariátrica – foco na deiscência de anastomose.

A questão aborda um dos principais riscos no pós-cirurgia bariátrica, especialmente bypass gástrico: a deiscência de anastomose. Trata-se da abertura ou vazamento na junção cirúrgica do trato gastrointestinal, com risco elevado de infecções abdominais graves.

Alternativa correta: C) certo

Justificativa: Segundo a Diretriz Brasileira de Cirurgia Bariátrica e referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), a taquicardia sustentada (geralmente >120 bpm) é frequentemente o sinal mais precoce e, por vezes, o único inicialmente observado de deiscência de anastomose. Outros sinais – como taquipneia e agitação – podem acompanham a taquicardia, mas não são obrigatórios. Desta forma, a atenção a sinais sutis, mesmo na ausência de queixas abdominais importantes ou febre, é determinante no diagnóstico precoce e conduta rápida, que podem salvar vidas.

Aspectos práticos:

  • A taquicardia pode anteceder sintomas clássicos de peritonite.
  • É fundamental monitorar sinais vitais de modo rigoroso no pós-operatório.

Análise crítica das alternativas:

  • E) errado: Essa alternativa contraria as evidências científicas e protocolos nacionais e internacionais. Negar a importância da taquicardia isolada no contexto pós-operatório de cirurgia bariátrica pode atrasar o reconhecimento e tratamento de uma complicação grave.

Estratégia de prova: Observe sempre alterações em sinais vitais (taquicardia, taquipneia) em pacientes pós-bariátricos, mesmo que outros sintomas estejam ausentes. Cuidado com alternativas que exigem múltiplas manifestações (“sempre associado a febre/dor”, por exemplo) – sabemos que o quadro pode ser sutil!

Segundo a Diretriz Brasileira de Cirurgia Bariátrica: “A taquicardia sustentada é, frequentemente, o primeiro sinal clínico de deiscência anastomótica, precedendo febre ou peritonite.”

Resumo: Para concursos, priorize sempre o raciocínio: a identificação precoce da deiscência salva vidas – a taquicardia não pode ser menosprezada.

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A afirmação é correta. A deiscência de anastomose é uma das principais complicações no pós-operatório de procedimentos para redução de peso. Isso acontece quando a junção cirúrgica entre dois segmentos do intestino, chamada de anastomose, se rompe, causando uma infecção grave no abdômen. A taquicardia - um ritmo cardíaco acelerado - é comumente um dos primeiros sinais de que essa complicação pode estar ocorrendo, muitas vezes acompanhada de agitação e taquipneia, que é uma respiração acelerada. Por isso, é fundamental que os médicos estejam atentos a esses sinais no pós-operatório de pacientes que passaram por cirurgias de redução de peso.

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