No curto artigo “Algumas observações sobre o conceito de
inconsciente na psicanálise” (1912), Freud busca distinguir
uma noção mais geral de “inconsciente” de uma compreensão
mais específica e peculiar à psicanálise. Ele nota como é bem
comum que certas ideias, ou outros processos psíquicos,
podem estar acessíveis à consciência, ou momentaneamente
indisponíveis a essa. Ou seja, uma primeira distinção entre
“consciente” e “inconsciente” diz respeito apenas ao fato de
certas atividades mentais estarem presentes ou ausentes de
nossa percepção imediata. No entanto, há um segundo grupo
de fenômenos e atividades anímicas que, apesar de também
estarem indisponíveis à consciência imediata, possuem uma
qualidade especial: “são prenhes de sentido e eficientes na
produção de efeitos e consequências importantes em nossas
vidas, moldando-as e estruturando-as”. Freud aqui está
fazendo uma distinção:
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