Vômitos persistentes após bypass gástrico levam à suspeita ...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685553 Medicina
Uma paciente de 23 anos de idade, com IMC = 37 kg/m² , compareceu ao consultório, pois pretende realizar procedimento para redução de peso. Tem falha no tratamento nutricional, nega tabagismo e (ou) alcoolismo e apresenta, como comorbidades, apenas asma e hipertensão controlada com medicamentos.


Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Vômitos persistentes após bypass gástrico levam à suspeita de encefalopatia de Wernicke, que é passível de prevenção com administração de vitamina B12.
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Gabarito: E (Errado)

1. Tema central: A questão trata da encefalopatia de Wernicke (EW) e sua profilaxia em pacientes submetidos ao bypass gástrico, especialmente diante de vômitos persistentes no pós-operatório.

2. Justificativa da resposta:
A encefalopatia de Wernicke é uma complicação neurológica aguda grave, relacionada com a deficiência de vitamina B1 (tiamina). Pacientes pós-cirurgia bariátrica, especialmente com vômitos persistentes ou dificuldade alimentar, apresentam alto risco para essa deficiência, pois a absorção de tiamina ocorre principalmente no jejuno proximal, segmento alterado pelo bypass gástrico.

A prevenção da encefalopatia de Wernicke é feita pela reposição de tiamina (vitamina B1), e não pela vitamina B12. Segundo o “Protocolo Clínico Organização de Cuidados Pós-Operatórios em Cirurgia Bariátrica – Ministério da Saúde”, na página 87: “A tiamina deve ser administrada imediatamente em pacientes bariátricos com vômitos persistentes…”

3. Análise dos erros:
A afirmação misturou conceitos: associou o quadro clínico de EW aos vômitos corretos do pós-bypass, mas errou grosseiramente ao indicar a profilaxia com vitamina B12. A deficiência de vitamina B12 é relevante após cirurgia gástrica, mas causa outros sintomas, como anemia megaloblástica e neuropatia periférica, e não encefalopatia de Wernicke.

4. Pegadinha da questão:
O enunciado associa corretamente os vômitos e a EW, mas erra o nutriente da prevenção. Em provas, cuidado com detalhes de micronutrientes e síndromes carenciais: B1 (tiamina) previne EW; B12 previne anemia/neuropatia.

5. Evidências/Fontes clássicas:
Manual Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., reforça: “A deficiência de tiamina é a principal causa de encefalopatia de Wernicke”.
Diretrizes do UpToDate também destacam: “Vitamina B1 deve ser administrada em pacientes bariátricos com sintomas neurológicos ou vômitos mantidos.”

Resumo estratégico: Leia cuidadosamente o nutriente envolvido em quadros carenciais. EW = tiamina (B1), não B12.

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