Considerando a Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Impr...
Considerando a Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões deverão ser consideradas na formação da convicção do juiz, sem prejuízo da análise acerca do dolo na conduta do agente.
( ) Não haverá condenação em honorários sucumbenciais em caso de improcedência da ação de improbidade se comprovada má-fé.
( ) Não se aplica na ação de improbidade administrativa a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: D
Fundamento decisivo: Lei nº 8.429/1992, art. 21, § 3º: "As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões deverão ser consideradas na formação da convicção do juiz, sem prejuízo da análise acerca do dolo na conduta do agente." Lei nº 8.429/1992, art. 23-B: "Nas ações a que se refere esta Lei, não haverá adiantamento de custas, de preparo, de emolumentos, de honorários periciais e de quaisquer outras despesas, bem como condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé." Lei nº 8.429/1992, art. 17, § 19, IV: "Não se aplicam na ação de improbidade administrativa: (...) IV - a revelia, a produção de prova e a imposição de ônus processual por convencimento judicial." Esses dispositivos demonstram que a 1ª assertiva é verdadeira, a 2ª é falsa e a 3ª é verdadeira.
- Em improbidade, confira se a assertiva reproduz literalmente a disciplina especial da lei, sem importar automaticamente regras gerais do CPC.
- Quando o enunciado trouxer expressões como "salvo comprovada má-fé", verifique se a alternativa não está invertendo a exceção legal.
- Provas e decisões de órgãos de controle devem ser consideradas, mas isso não autoriza presumir os elementos do ato ímprobo, especialmente o dolo.
- Se a questão mencionar revelia em ação de improbidade, a regra legal específica é a sua inaplicabilidade.
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Reparem que todos os itens cobrados foram alterações da lei 8429/92 pela lei 14.230/21.
Item 1 (V)
Art. 21
§ 2º As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões deverão ser consideradas na formação da convicção do juiz, sem prejuízo da análise acerca do dolo na conduta do agente. (incluído pela lei 14.230 de 2021)
Item 2 (F)
Art. 23-B
§ 2º Haverá condenação em honorários sucumbenciais em caso de improcedência da ação de improbidade se comprovada má-fé. (incluído pela lei 14.230 de 2021)
Item 3 (V)
Art. 17
§ 19. Não se aplicam na ação de improbidade administrativa:(incluído pela lei 14.230 de 2021)
I - a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia; (incluído pela lei 14.230 de 2021)
II - a imposição de ônus da prova ao réu, na forma dos Parágrafos 1º e 2º do art. 373 da lei 13.105, de 16 de março de 2015(código de processo civil) (incluído pela lei 14.230 de 2021)
III - o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato, competindo ao Conselho Nacional do Ministério Público dirimir conflitos de atribuições entre membros de Ministérios Públicos distintos;(incluído pela lei 14.230 de 2021)
Agregando conhecimento além da questão!
- Sentido Jurídico: A revelia é a situação em que um réu, após ser oficialmente avisado de um processo (citado), não apresenta sua defesa no prazo legal.
- Consequências: Quando alguém é considerado "revel", a principal consequência é que os fatos alegados pela outra parte podem ser aceitos como verdadeiros pelo juiz (presunção de veracidade), já que não houve contestação.
Também contribuindo com o conhecimento:
Ora, se a regra no ordenamento jurídico brasileiro é a presunção de inocência, não faria sentido o acusado se encarregar de provar que não realizou determinada conduta. Portanto, é ônus do Autor (ente ou órgão público) provar a ocorrência do fato. Admitir o contrário seria, inclusive, produção de prova diabólica, impossível ou extremamente dificultosa para o acusado.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo