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Q2302495 Medicina
O esôfago de Barrett é definido como a substituição do epitélio estratificado e escamoso do esôfago pelo epitélio colunar com células intestinalizadas ou mistas, em qualquer extensão do órgão. O diagnóstico de esôfago de Barrett independe de extensão da área metaplásica. Quando, no entanto, esse segmento é inferior a 3 cm, dá-se a denominação de “Barrett curto”. Sobre o tema, analise a seguir:


I- O esôfago de Barrett é uma condição secundária à maior exposição da mucosa do esôfago ao conteúdo gástrico, seja este de natureza ácida, alcalina ou mista. II- Um aspecto importante a ser considerado em pacientes com esôfago de Barrett é o risco potencial de desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago. III- O risco de malignização no Barrett curto é inferior àquele observado quando as áreas de metaplasia intestinal mostram-se mais extensas. IV- Por conta desse risco menor, recomenda-se que apenas áreas mais extensas de mucosa de aspecto irregular devam ser biopsiadas.

Estão CORRETOS os itens: 
Alternativas

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Tema central: O esôfago de Barrett corresponde à metaplasia colunar do epitélio esofágico, condicionada principalmente pela exposição crônica ao refluxo do conteúdo gástrico (ácido, bile, alcalino ou misto). Essa condição é relevante pela sua associação com aumento do risco de adenocarcinoma de esôfago, o que justifica a vigilância cuidadosa desses pacientes.

Justificativa para a alternativa correta (B – I, II e III):

I – Correto. O desenvolvimento do esôfago de Barrett ocorre como resposta adaptativa ao estresse químico crônico gerado pelo refluxo gastroesofágico. Segundo a Telecondutas/Alterações Endoscópicas (TelessaúdeRS-UFRGS), "é a metaplasia colunar secundária à doença do refluxo".

II – Correto. Há risco reconhecido de adenocarcinoma de esôfago em pacientes com esôfago de Barrett, embora o risco absoluto anual seja baixo (0,1 a 0,4%). Diretrizes reforçam a necessidade de vigilância endoscópica.

III – Correto. O risco de malignização cresce quanto maior a extensão da área metaplásica, sendo menor nos casos de Barrett curto (<3cm). O documento do TelessaúdeRS afirma: “o risco é maior em […] pacientes com Barrett longo (mais de 3,0 cm de extensão)”.

IV – Incorreto. Não está correto restringir as biópsias apenas a áreas extensas. Todos os segmentos de mucosa suspeita, independentemente do tamanho ou regularidade, devem ser biopsiados de acordo com protocolos, pois mesmo pequenos focos podem apresentar alterações displásicas ou malignas precoces. Esta é uma “pegadinha” clássica de provas, que tenta testar o conhecimento do aluno sobre os cuidados na detecção precoce do câncer.

Estratégia de prova: Preste atenção a afirmações que restringem condutas (“apenas áreas extensas”), pois geralmente contrariam protocolos oficiais que defendem abordagem sistemática e preventiva, especialmente em situações oncológicas.

Resumo: São corretos os itens I, II e III. Item IV está errado porque toda mucosa de aspecto suspeito deve ser biopsiada no acompanhamento do Barrett.

Referência: Telecondutas: Alterações Endoscópicas (TelessaúdeRS-UFRGS), 2022.

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A questão apresenta quatro afirmações sobre o esôfago de Barrett, uma condição médica em que há alteração do tipo de epitélio que reveste o esôfago. A resposta correta é a alternativa B, que afirma que os itens I, II e III estão corretos. O item I é verdadeiro, pois o esôfago de Barrett é resultado da exposição crônica da mucosa esofágica a conteúdo gástrico, que pode ser ácido, alcalino ou misto, normalmente devido ao refluxo gastroesofágico. O item II também está correto. Pacientes com esôfago de Barrett possuem um risco aumentado para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago, uma forma de câncer esofágico. Por isso, é importante um acompanhamento médico rigoroso desses pacientes. No que tange ao item III, também está correto afirmar que o risco de malignização é inferior no Barrett curto em comparação com áreas mais extensas de metaplasia intestinal. Por fim, o item IV está incorreto, pois mesmo pequenas áreas de mucosa com aspecto irregular no esôfago de Barrett devem ser biopsiadas. Não é recomendado restringir a biópsia somente a áreas mais extensas, pois o diagnóstico precoce e o monitoramento são essenciais para a detecção de displasia ou adenocarcinoma, independentemente do tamanho da área afetada. Portanto, todas as áreas suspeitas devem ser biopsiadas, justificando a incorreção do item IV e validando a alternativa B como a correta.

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