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Q4154126 Patologia
Ao exame macroscópico de um coração observa-se hipertrofia assimétrica do septo interventricular com projeção para o lúmen de ventrículo esquerdo, mais proeminente em região subaórtica, associada a espessamento do folheto mitral anterior. À microscopia, observa-se extensa hipertrofia de miócitos cujos feixes mostram desarranjo aleatório, além de fibrose intersticial. Essas são características da 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A combinação de hipertrofia assimétrica do septo interventricular, com predomínio subaórtico e projeção para o lúmen do ventrículo esquerdo, associada a espessamento do folheto mitral anterior e, sobretudo, ao desarranjo aleatório de miócitos com fibrose intersticial, é clássica de miocardiopatia hipertrófica; por isso, a alternativa correta é B.

Tema central: Miocardiopatia hipertrófica
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Miocardiopatia restritiva é definida por redução da complacência ventricular, geralmente associada a fibrose ou infiltração, e não pelo padrão de hipertrofia assimétrica do septo interventricular com predomínio subaórtico. Além disso, desarranjo aleatório de miócitos não é o achado anatomopatológico definidor das formas restritivas.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a entidade cuja assinatura morfológica é a combinação de hipertrofia miocárdica assimétrica, geralmente septal e subaórtica, com desarranjo de miócitos e fibrose intersticial. O espessamento do folheto mitral anterior é compatível com esse fenótipo e reforça o diagnóstico, mas o achado mais decisivo é o desarranjo miocitário em contexto de hipertrofia septal assimétrica.
C
Errada
Incorreta. Doença de Fabry pode cursar com hipertrofia cardíaca, mas seu padrão histológico esperado é de doença de depósito lisossomal, com vacuolização celular por acúmulo intracelular. O enunciado não traz achados de armazenamento e, ao contrário, descreve o padrão clássico de miocardiopatia hipertrófica com desarranjo miocitário extenso.
D
Errada
Incorreta. Cardiopatia hipertensiva tipicamente produz hipertrofia ventricular esquerda concêntrica por sobrecarga pressórica crônica. O que foi descrito aqui é outro padrão: hipertrofia septal assimétrica subaórtica associada a desarranjo aleatório de miócitos, achado muito mais característico de miocardiopatia hipertrófica do que de hipertensão.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre causas diferentes de hipertrofia cardíaca. Hipertensão e Fabry também podem cursar com hipertrofia, e a fibrose intersticial isoladamente não resolve a questão; o achado que realmente separa o diagnóstico é o desarranjo miocitário em contexto de hipertrofia septal assimétrica subaórtica.
Dica para questões semelhantes
  • Em patologia cardíaca, valorize o padrão da hipertrofia: septal assimétrica subaórtica aponta para miocardiopatia hipertrófica; hipertrofia concêntrica favorece sobrecarga pressórica.
  • Quando o enunciado trouxer microscopia, procure o achado definidor: desarranjo de miócitos com fibrose intersticial é marcador clássico de miocardiopatia hipertrófica.
  • Não feche diagnóstico apenas por haver hipertrofia ventricular; confronte sempre com o padrão histológico e com a distribuição macroscópica da lesão.

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