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Q4237093 Patologia
Em uma visita domiciliar o cirurgião-dentista examina um homem de 58 anos, tabagista e etilista crônico. O paciente apresenta lesão ulcerada indolor em borda lateral de língua há 20 dias, de bordas endurecidas e fundo infiltrado. O cirurgião-dentista suspeita de carcinoma espinocelular, a neoplasia maligna mais comum da cavidade oral. Com base no conceito, epidemiologia, características clínicas, diagnóstico e tratamento dessa condição, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso descreve uma lesão ulcerada, endurecida e infiltrada em paciente tabagista e etilista, quadro típico de carcinoma espinocelular oral, neoplasia maligna cuja confirmação exige exame histopatológico por biópsia.

Tema central: Carcinoma espinocelular oral
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque carcinoma espinocelular não é neoplasia benigna. Trata-se de tumor epitelial maligno, com capacidade de invasão local e potencial de metástase, especialmente regional.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne os pontos centrais da base: o carcinoma espinocelular corresponde à grande maioria dos cânceres da cavidade oral, associa-se fortemente a tabagismo e etilismo, e o diagnóstico definitivo depende de exame histopatológico. No contexto de lesão suspeita e ulcerada, a biópsia incisional é a abordagem clássica em lesões extensas ou suspeitas, sem substituir a confirmação anatomopatológica.
C
Errada
Está errada porque dor intensa desde o início não define o carcinoma espinocelular oral. A lesão pode ser inicialmente indolor, e isso não reduz a suspeita de malignidade.
D
Errada
Está errada porque o tratamento do carcinoma espinocelular oral não é exclusivamente quimioterapia sistêmica. A cirurgia é frequentemente um pilar terapêutico nos casos ressecáveis, com radioterapia e/ou quimioterapia conforme estadiamento e contexto clínico.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões comuns: achar que lesão maligna oral obrigatoriamente dói desde o início e esquecer que a suspeita clínica só se confirma por histopatologia, não pela aparência isolada da úlcera.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer oral, una morfologia da lesão e perfil de risco: úlcera endurecida e infiltrada em tabagista/etilista aumenta fortemente a suspeita de carcinoma espinocelular.
  • Ausência de dor não afasta malignidade em lesão oral ulcerada.
  • Se a alternativa não trouxer confirmação por biópsia com histopatologia, desconfie em questões sobre diagnóstico definitivo de câncer.
  • Elimine opções que tratem carcinoma como lesão benigna ou que proponham tratamento único e fixo sem considerar cirurgia e estadiamento.

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