A descrição microscópica do fígado, que se correlaciona com...

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Q4154124 Patologia
A descrição microscópica do fígado, que se correlaciona com o aspecto macroscópico de “fígado em noz moscada”, é a seguinte: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O enunciado pede a correlação microscópica do aspecto macroscópico de “fígado em noz moscada”, que na base médica corresponde à congestão passiva crônica hepática com predomínio centrolobular (zona 3), onde ocorrem congestão dos sinusoides e hemorragia com necrose de hepatócitos.

Tema central: Congestão passiva hepática
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve o padrão morfológico típico da congestão passiva crônica do fígado: sinusoides centrolobulares congestos, hemorragia na região centrolobular e necrose de hepatócitos da zona 3. Esse é o substrato microscópico do aspecto macroscópico de “fígado em noz moscada”, em que os centros lobulares ficam vermelho-escuros e congestos em contraste com áreas adjacentes mais pálidas. O critério decisivo é a topografia da lesão: centrolobular, não periportal nem predominantemente inflamatória portal.
B
Errada
Está errada porque descreve síndrome obstrutiva sinusoidal, que é uma entidade distinta da congestão passiva crônica hepática pedida pela questão. O fato de mencionar sinusoides e necrose não basta: o padrão clássico do “fígado em noz moscada” é congestão/hemorragia centrolobular com necrose de hepatócitos da zona 3. O destaque para hemossiderófagos sinusoidais não é o achado definidor dessa correlação anatomopatológica.
C
Errada
Está errada pela topografia da lesão. O “fígado em noz moscada” compromete predominantemente a região centrolobular (zona 3), mais vulnerável à estase venosa e à hipóxia, e não a região periportal (zona 1). Além disso, depósitos de fibrina e hemorragia no espaço de Disse não constituem a descrição microscópica clássica desse padrão macroscópico.
D
Errada
Está errada porque descreve um padrão de dano hepatocelular com desorganização lobular, perda de hepatócitos, colapso de reticulina e inflamação portal, quadro mais compatível com lesão hepatocelular inflamatória grave do que com congestão venosa passiva crônica. No “fígado em noz moscada”, o achado definidor é vascular/congestivo e centrolobular, não inflamação do trato portal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer lesão sinusoidal/hemorrágica e o padrão específico do “fígado em noz moscada”. O critério que resolve é lembrar que esse aspecto macroscópico aponta para congestão passiva crônica com lesão centrolobular, e não para necrose periportal, inflamação portal ou síndrome obstrutiva sinusoidal.
Dica para questões semelhantes
  • Quando aparecer “fígado em noz moscada”, pense primeiro em congestão passiva crônica hepática.
  • Use a zonalidade hepática para decidir: nesse quadro, a lesão típica é centrolobular (zona 3).
  • Se a alternativa desloca a necrose para a região periportal, ela contraria o padrão clássico.
  • Separar padrão congestivo/vascular de padrão inflamatório portal evita erro de diagnóstico morfológico.

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