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Q2302488 Medicina
São consideradas como contraindicações para transplante hepático, EXCETO:
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Comentário do Gabarito – Transplante Hepático: Contraindicações

Tema central: A questão aborda indicações e contraindicações para o transplante hepático, tema crucial na área de gastroenterologia. Saber distinguir condições elegíveis ou não ao transplante é fundamental na prática clínica e em provas de concurso, pois impacta diretamente no manejo do paciente hepatopata grave.

Justificativa da Alternativa Correta (A):

Hepatoblastoma ou carcinoma fibrolamelar, quando restritos ao fígado, não representam contraindicações absolutas para o transplante hepático. Especialmente em casos de tumores irressecáveis, essas doenças podem ter indicação formal de transplante, desde que não haja acometimento extra-hepático. Segundo o Manual do Ministério da Saúde (Portaria nº 2.600/2009), esses tumores, quando confinados, podem ser abordados com transplante com boa sobrevida pós-operatória, desde que respeitados critérios de seleção e exclusão meticulosos.

Análise das Alternativas Incorretas:

B) Colangiocarcinoma de grandes ductos: Está expressamente listado como contraindicação pelo Ministério da Saúde, devido ao alto risco de recidiva e mau prognóstico pós-transplante (Portaria nº 2.600/2009, “Colangiocarcinoma de grandes dutos: contraindicado”).

C) Infecção extra-hepática não controlada: É contraindicação absoluta ao transplante por aumentar o risco de complicações graves e mortalidade, visto que a imunossupressão pós-operatória pode agravar infecções ativas. Caso clássico de “pegadinha”: o examinador pode omitir o termo “controlada” para testar atenção à leitura.

D) Doença alcoólica com menos de seis meses de abstinência: Padrão internacional e nacional exige mínimo de seis meses de abstinência documentada pela necessidade de avaliar o risco de recidiva e adesão ao tratamento (Portaria nº 2.600/2009; UpToDate, 2023).

Dicas de Prova e Estratégia:

Leia com atenção expressões como “não controlada”, “restritos ao fígado”, “menos de seis meses de abstinência” — são detalhes frequentemente usados como pegadinhas em concursos.

Conclusão: A alternativa A está correta por não representar contraindicação absoluta. As demais são inequivocamente contraindicações formais de transplante hepático em diretrizes brasileiras e internacionais.

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A questão apresentada aborda as contraindicacões para o transplante hepático, ou seja, situações nas quais o procedimento não é recomendado. A resposta correta é a alternativa A, que menciona o "Hepatoblastoma ou carcinoma fibrolamelar quando restritos ao fígado." Isto é uma exceção, pois tais condições, quando limitadas ao fígado e sem evidências de disseminação (metástase), podem ser potencialmente curadas pelo transplante hepático. Por outro lado, as alternativas B, C e D listam situações que são contraindicações comuns. O colangiocarcinoma de grandes ductos (B) tem um risco elevado de recorrência após o transplante. A presença de uma infecção extra-hepática não controlada (C) pode comprometer a recuperação do paciente após o transplante devido à imunossupressão necessária. A doença alcoólica sem seis meses de abstinência (D) é uma contraindicação pois existe o risco de recidiva do alcoolismo após o transplante, levando a novas lesões hepáticas. Portanto, a alternativa A é a única situação em que, sob condições específicas, o transplante hepático não é contraindicado e pode ser considerado como tratamento viável.

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