Um paciente com diagnóstico de hemorragia subaracnóidea, deve

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Q2317911 Medicina
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Vamos analisar a questão que trata do manejo de um paciente com hemorragia subaracnóidea. Esse tipo de hemorragia ocorre quando há um sangramento na área entre o cérebro e a membrana que o cobre, chamada de espaço subaracnóideo. É uma condição crítica que requer cuidados específicos para minimizar riscos, como o de isquemia cerebral, que é a falta de oxigenação adequada no cérebro.

Alternativa correta: B - ser mantido euvolêmico, afim de evitar isquemia.

Manter o paciente euvolêmico significa garantir que ele tenha um volume de fluidos adequado no corpo. Isso é crucial para prevenir a isquemia, uma vez que a desidratação ou hipovolemia pode levar a reduções perigosas no fluxo sanguíneo cerebral.

Agora, vamos detalhar por que as outras alternativas são incorretas:

A - ter a pressão arterial média mantida acima de 130 mmHg. Manter uma pressão arterial média excessivamente alta pode aumentar o risco de um segundo sangramento e outras complicações vasculares. O controle adequado da pressão arterial é crítico, mas não a níveis tão altos.

C - evitar a nimodipina pelo risco aumentado de vasoespasmo. Na realidade, a nimodipina é um medicamento utilizado justamente para reduzir o risco de vasoespasmo, que é uma complicação comum após hemorragia subaracnóidea. Portanto, essa afirmação é incorreta.

D - postergar ao máximo o reparo do aneurisma, que deve ser eletivo. O reparo do aneurisma deve ser realizado o mais rapidamente possível para evitar o risco de um novo sangramento. Adiar o tratamento pode ser extremamente prejudicial.

E - usar, obrigatoriamente, anticonvulsivante, de preferência fenitoína. Embora o uso de anticonvulsivantes possa ser necessário em alguns casos, não é uma prática obrigatória para todos os pacientes com hemorragia subaracnóidea. A decisão deve ser baseada na presença de crises convulsivas e avaliação clínica.

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A questão aborda o manejo clínico de um paciente com diagnóstico de hemorragia subaracnóidea. A resposta correta é a alternativa B, que sugere que o paciente deve ser mantido euvolêmico para evitar isquemia. Euvolemia refere-se à manutenção de um volume sanguíneo circulante adequado, o que é crucial para assegurar um fluxo sanguíneo cerebral adequado e prevenir isquemia secundária, que pode decorrer da vasospasmo ou hipovolemia. A pressão arterial deve ser cuidadosamente monitorada, mas a alternativa A estabelece um valor específico de pressão arterial média acima de 130 mmHg, o que não é uma recomendação geral para todos os pacientes, podendo variar conforme o quadro clínico. A alternativa C é incorreta porque a nimodipina é um bloqueador dos canais de cálcio que foi demonstrado reduzir o risco de vasoespasmo cerebral, uma complicação comum após a hemorragia subaracnóidea. A alternativa D é incorreta porque, embora o timing do reparo do aneurisma possa variar, postergar ao máximo não é uma estratégia adequada, pois há risco de ressangramento. A alternativa E é incorreta pois, apesar de pacientes com hemorragia subaracnóidea terem um risco aumentado de convulsões, o uso de anticonvulsivantes profiláticos não é universalmente recomendado e deve ser baseado em critérios clínicos específicos. Portanto, a alternativa B é a mais correta, já que a manutenção do euvolemia é parte do manejo para evitar isquemia em pacientes após uma hemorragia subaracnóidea.

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