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Q2317904 Medicina
Paciente com bradicardia (FC 36), com PA 70 x 34 mmHg e saturação de O2 84% em ar ambiente. ECG demonstrou bloqueio atrioventricular de segundo grau do Mobitz tipo II.
O tratamento inicial dessa arritmia deve ser
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Tema central: A questão aborda o manejo inicial do bloqueio atrioventricular (BAV) de segundo grau tipo Mobitz II, com repercussão hemodinâmica (bradicardia severa, hipotensão e hipoxemia). Esse quadro exige conhecimento prático sobre urgências em cardiologia, fundamental para o desempenho do cargo de Analista Legislativo em saúde.

Justificativa da alternativa correta (D – Atropina):
Segundo as diretrizes para avaliação e tratamento de arritmias da Sociedade Brasileira de Cardiologia: “BAV 2º Grau (…) com sintomas definidos de baixo fluxo cerebral e/ou IC consequentes à bradicardia (NE 3)” – indica necessidade de intervenção imediata. Nesses cenários, o primeiro passo recomendado é o uso de atropina, pois trata-se de um agente anticolinérgico que aumenta a frequência cardíaca ao bloquear a ação parassimpática, podendo melhorar temporariamente o débito cardíaco enquanto se planeja medidas definitivas.

No arsenal disponível em emergências, a atropina é considerada a medicação inicial para bradicardias sintomáticas. A conduta primária, segundo o algoritmo ACLS (Suporte Avançado de Vida em Cardiologia), é uso intravenoso de 0,5 mg de atropina, repetível até dose máxima de 3 mg. Caso não haja resposta, indica-se marcapasso transcutâneo.

Análise das alternativas incorretas:

A) Amiodarona e B) Quinidina são antiarrítmicos usados para taquiarritmias (arritmias rápidas), e não têm efeito ou indicação em bradicardias como no caso apresentado.
C) Lidocaína é antiarrítmico específico para arritmias ventriculares, sem efeito para bloqueios AV.
E) Marcapasso está indicado como suporte definitivo, especialmente se o paciente evoluir sem resposta à atropina ou instabilidade persistente. Contudo, a questão pede o tratamento inicial e, portanto, a atropina deve ser tentada primeiro.

Evidências e protocolos:
Conforme o manual MSD e as Diretrizes SBC (seção Bloqueios AV): “A administração de atropina é recomendada no início do tratamento de bradicardias sintomáticas. Caso não haja resposta, procedimentos elétricos devem ser considerados imediatamente.”

Estratégia de prova: Atenção a termos como “tratamento inicial”, comuns em pegadinhas. Lembre-se que a abordagem farmacológica precede medidas invasivas na maioria dos protocolos emergenciais. Palavras de negação ou inclusão (“não é recomendado”, “apenas após”, “primeiro passo”) devem ser interpretadas com atenção.

Resumo: O manejo inicial do BAV de segundo grau tipo Mobitz II sintomático é com atropina, conforme diretrizes nacionais e internacionais. O marcapasso é recurso definitivo ou em falha do tratamento medicamentoso inicial.

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Neste cenário clínico, o paciente apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica associados a uma arritmia cardíaca significativa, especificamente um bloqueio atrioventricular (AV) de segundo grau do tipo Mobitz II, que é caracterizado pela ocorrência de complexos QRS que são periodicamente não conduzidos sem uma mudança prévia progressiva no intervalo PR. Esse tipo de bloqueio é preocupante e pode evoluir para um bloqueio AV completo, que é uma emergência médica. A bradicardia severa (frequência cardíaca de 36 bpm), a hipotensão arterial (PA 70 x 34 mmHg) e a baixa saturação de oxigênio (84% em ar ambiente) sugerem que o débito cardíaco está comprometido, o que exige uma resposta rápida. A administração de fármacos como amiodarona, quinidina, lidocaína ou atropina não é a primeira linha de tratamento neste contexto de instabilidade. A amiodarona, por exemplo, pode agravar a bradicardia e a atropina geralmente é ineficaz em bloqueios AV de segundo e terceiro grau. Portanto, a terapia inicial mais apropriada é a implantação de um marca-passo cardíaco temporário, o que é indicado pela alternativa E. Esse procedimento visa estabilizar o ritmo cardíaco do paciente de imediato, melhorando sua frequência cardíaca, pressão arterial e saturação de oxigênio até que uma solução mais permanente, como um marca-passo definitivo, possa ser considerada.

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