Paciente de 30 anos, sexo masculino, com cefaleia temporal ...

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Q2317891 Medicina
Paciente de 30 anos, sexo masculino, com cefaleia temporal direita de forte intensidade com duração de 1 hora, associado à ptose e lacrimejamento. Já apresentou 4 episódios semelhantes nos últimos 2 dias. Paciente extremamente agitado, andando ininterruptamente pelo consultório, exame físico nada digno de nota.
O tratamento inicial deve ser realizado com
Alternativas

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Tema central: O caso trata de um quadro típico de cefaleia em salvas, um subtipo de cefaleia primária caracterizada por crises intensas, unilaterais, periorbitárias ou temporais, associadas a sintomas autonômicos (ptose, lacrimejamento, congestão nasal) e comportamento agitado durante os episódios. Sintomas como ptose palpebral, lacrimejamento e dor unilateral identificam essa condição, especialmente em adultos jovens do sexo masculino.

Justificativa da alternativa correta (B – oxigênio):

O tratamento de primeira linha na crise de cefaleia em salvas, segundo diretrizes internacionais (UpToDate, IHS, Manual MSD), é a administração de oxigênio 100% por máscara facial não reinalante a 12-15L/min, por 15-20 minutos. Esta conduta proporciona alívio rápido da dor em aproximadamente 70% dos pacientes, sendo segura e eficaz.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, “A administração de oxigênio é considerada tratamento padrão ouro no manejo agudo da cefaleia em salvas” (Diretrizes SBCE, 2016).

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Morfina: Opioides não são recomendados para cefaleias primárias devido à ausência de eficácia e risco de dependência. Podem, inclusive, piorar cefaleias de repetição.

C) Indometacina: Apesar de eficaz para hemicrania paroxística e outras cefaleias trigêmino-autonômicas, não é efetiva para cefaleia em salvas. A tentativa de confusão entre quadros semelhantes é uma pegadinha comum em concursos.

D) Amitriptilina: Utilizada principalmente na prevenção da enxaqueca e, secundariamente, em outras cefaleias crônicas. Não é indicada para uso em crises agudas de cefaleia em salvas.

E) Propranolol: É profilático da enxaqueca, sem eficácia na profilaxia ou abortamento das crises de cefaleia em salvas.

Estratégia de leitura e pegadinhas:

Note que o quadro clínico associa sintomas autonômicos ipsilaterais à dor e menção à agitação psicomotora, ambos típicos de cefaleia em salvas (em contraste com a imobilidade da enxaqueca). Observe sempre o padrão temporal (curta duração e repetição diária) e o perfil comportamental do paciente!

Conclusão:

O manejo agudo adequado, conforme as evidências científicas e boas práticas, é a oxigenoterapia 100%. Fique atento aos detalhes do quadro clínico e lembre-se que analgesia simples e opioides não têm papel neste contexto.

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A descrição do caso clínico sugere um diagnóstico de cefaleia em salvas, uma condição caracterizada por dores de cabeça extremamente dolorosas e de curta duração que ocorrem em "salvas" ou grupos. A cefaleia em salvas é frequentemente acompanhada por sinais autonômicos do lado da dor, como ptose (pálpebra caída) e lacrimejamento, como mencionado no caso. A agitação e incapacidade do paciente de ficar parado também são características típicas dessa condição, pois os pacientes geralmente não conseguem se manter confortáveis durante um ataque. A opção B (oxigênio) é a resposta correta porque a inalação de oxigênio a 100% por 10-15 minutos pode ser uma terapia eficaz para abortar o ataque agudo de cefaleia em salvas. O oxigênio é um tratamento de primeira linha e tem a vantagem de ser rápido, seguro e não farmacológico, além de ser eficaz na maioria dos casos. As outras opções são menos apropriadas para o tratamento inicial de um ataque agudo: A morfina (opção A) não é indicada devido à sua eficácia limitada nesse tipo de dor de cabeça e ao risco de depressão respiratória. A indometacina (opção C) é o tratamento de escolha para outra condição, conhecida como hemicrania paroxística, e não é a primeira linha para cefaleia em salvas. A amitriptilina (opção D) é um antidepressivo tricíclico que pode ser usado na profilaxia de várias dores de cabeça, mas não é eficaz no tratamento agudo de cefaleia em salvas. Por fim, o propranolol (opção E) é usado na prevenção de enxaquecas, mas não na terapia aguda de cefaleia em salvas. Portanto, oxigênio é a melhor escolha para o tratamento imediato deste paciente.

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