Paciente de 26 anos, previamente hígida é admitida na Emerg...
Ao exame: lúcida e orientada, corada, desidratada +/4+, anictérica, acianótica. TA axilar 38.6oC, PA 104 x 65 mmHg e FC 110 bpm. Abdome distendido, peristalse aumentada, doloroso difusamente e sem irritação peritoneal. Febril, nega presença de sangue, muco ou pus. Realizada hidratação vigorosa.
Assinale a opção que apresenta a melhor opção para o caso.
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Tema central: A questão aborda o manejo clínico da diarreia aguda infecciosa em adulto jovem, com sinais de gravidade (febre alta, múltiplos episódios, desidratação, taquicardia). Situação clínica comum na prática da saúde pública e frequentemente cobrada em concursos.
Justificativa da alternativa correta (D):
A escolha da levofloxacina neste contexto é baseada na suspeita de etiologia bacteriana (possivelmente Salmonella, Shigella ou Campylobacter) com quadro febril, intensa perda hídrica e refratariedade à hidratação. Não utilizar loperamida é fundamental, pois ela pode piorar infecções graves ao inibir o trânsito intestinal, facilitando proliferação bacteriana e risco de complicações. De acordo com o “Manejo do Paciente com Diarreia” do Ministério da Saúde: “Medicamentos CONTRA-INDICADOS na diarreia aguda: […] Loperamida. Inibem o peristaltismo intestinal, facilitando a proliferação de germes.”
Análise das alternativas incorretas:
- A) Não começar antibióticos e fazer loperamida: Errado. Loperamida está formalmente contraindicada. Não tratar o quadro grave com antibiótico pode evoluir mal.
- B) Azitromicina e fazer loperamida: Errado. Loperamida deve ser evitada. Embora a azitromicina seja alternativa possível em algumas bacterioses, a associação com antidiarreico é inadequada.
- C) Metronidazol e probióticos: Errado. Metronidazol só é indicado para parasitoses (giardíase, amebíase, colite por C. difficile), o que não é sugerido pelo quadro clínico.
- E) Não começar antibióticos e fazer probióticos: Errado. Diante de sinais de gravidade, só probióticos são insuficientes e antibiótico está indicado.
Pontos-chave e pegadinhas: Procure por sinais de gravidade (↑ desidratação, febre, taquicardia), fatores epidemiológicos (quadro familiar) e contraindicações de medicamentos. Antidiarreicos são armadilhas frequentes em provas, especialmente em quadros infecciosos.
Evidências e referências: Protocolos do Ministério da Saúde, UpToDate e "Harrison’s Principles of Internal Medicine" destacam: não utilizar loperamida em diarreias infecciosas graves e considerar antibióticos em situações de risco.
Resumo: A alternativa D oferece a melhor condução clínica ao indicar antibiótico apropriado e ao evitar antidiarreico, de acordo com princípios atuais de manejo de diarreia infecciosa aguda.
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