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Q631047 Medicina
Um homem de 22 anos, com história de asma na infância, refere apresentar, há 3 meses, episódios de tosse, falta de ar e sibilos que ocorrem 1 ou 2 vezes por semana, sem fator desencadeante evidente. Crê ter sido acordado devido aos sintomas apenas 2 vezes nesse período; usou albuterol inalatório algumas vezes com melhora. Está assintomático no momento, não apresenta sibilos e o volume expiratório forçado no primeiro segundo é de 82% do previsto. Além de toda a orientação pertinente à sua moléstia o primeiro passo na terapêutica medicamentosa deve ser:
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Tema central: O tema da questão é Manejo farmacológico inicial da asma, focando especialmente na classificação e tratamento da asma intermitente em adultos jovens.

Análise clínica do caso: O paciente apresenta sintomas 1 ou 2 vezes por semana, poucos episódios noturnos e VEF1 de 82%. Segundo as “IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma”, esse quadro é classificado como asma intermitente (sintomas ≤ 2 vezes/semana e VEF1 ≥ 80%).

Justificativa da alternativa correta (C):
Beta-agonista inalatório de curta duração, sempre que necessário – Essa conduta segue as orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Asma do Ministério da Saúde, que recomenda, para pacientes com asma intermitente:
“O tratamento inicial é o uso do broncodilatador de curta duração inalatório, conforme necessidade, para alívio rápido dos sintomas” (PCDT Asma, Ministério da Saúde, p. 30).
Essa abordagem garante alívio sintomático sem expor o paciente ao risco de efeitos adversos de medicamentos de uso contínuo, desnecessários neste estágio.

Análise das alternativas incorretas:

A) Corticoesteroide inalatório de 12/12h – Reservado para casos de asma persistente. Para asma intermitente, essa medida é excessiva.
B) Montelucaste oral à noite – Também indicado em casos persistentes ou na associação com quadros alérgicos.
D) Beta-agonista de longa duração de 12/12h – Não recomendado em monoterapia devido ao risco de mascarar a inflamação brônquica subjacente.
E) Beta-agonista de longa duração associado a corticoesteroide inalatório – Indicado só para asma moderada a grave, com sintomas contínuos.

Dicas de prova e pegadinhas: Atenção à frequência dos sintomas e ao VEF1. Muitas vezes a ansiedade da prova leva à “escalada” terapêutica precoce. Lembre-se de que tratar excesso pode ser tão prejudicial quanto tratar pouco.

Evidências e fundamentos: Reforçando: “Em asma intermitente, a medicação de escolha é o beta-2 agonista de curta duração inalatório, conforme necessário.” (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.; IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma).

Resumo: Para asma intermitente, use beta-2 agonista inalatório de curta ação conforme sintomas. Reservar medicamentos controladores para quadros persistentes.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C - beta-agonista inalatório de curta duração, sempre que necessário. O paciente apresenta sintomas intermitentes de asma, com baixa frequência e intensidade, além de ter uma boa capacidade pulmonar no momento da avaliação. Nesses casos, o tratamento de escolha é o uso do beta-agonista inalatório de curta duração, como o albuterol, sempre que necessário, ou seja, apenas quando apresentar os sintomas de falta de ar, tosse e sibilos. O uso de corticoesteroide inalatório de forma contínua ou de beta-agonista de longa duração não é recomendado nesse estágio da doença, pois pode levar a efeitos colaterais e não trazer benefícios adicionais. Já o montelucaste oral pode ser uma opção de tratamento adjuvante em casos selecionados, mas não é a primeira escolha. É importante lembrar que o tratamento da asma deve ser individualizado, levando em consideração as características de cada paciente.

questão desatualizada.

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