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Q631032 Medicina
A dosagem periódica de TSH NÃO deve ser feita em pacientes em uso crônico de
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Tema central: A questão aborda o conhecimento sobre medicamentos que podem interferir na função tireoidiana e, portanto, exigem monitoramento periódico do TSH durante o uso crônico, elemento fundamental na prática clínica do médico.

Fundamentação para a alternativa correta (C - Bromocriptina):

Bromocriptina é um agonista dopaminérgico usado para tratar hiperprolactinemia, agindo na hipófise e não afeta a função tireoidiana de forma clinicamente relevante. O monitoramento de TSH não se faz necessário durante o seu uso crônico, pois não há associação científica ou recomendação em protocolos nacionais ou internacionais que sustentem tal conduta.
Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine, “a bromocriptina não interfere na função tireoidiana, não sendo necessário monitoramento específico de TSH” (20ª ed., cap. 405).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Carbonato de lítio: Associado a disfunção da tireoide, principalmente hipotireoidismo, devendo sempre ser acompanhado por dosagens de TSH periódicas. Isso é reforçado pelo PCDT de Transtorno Bipolar do Ministério da Saúde (p. 22).
  • B) Interferon: Pode causar tanto hipotireoidismo quanto tireoidite autoimune ou hipertireoidismo, necessitando avaliação regular da função tireoidiana conforme diretrizes endocrinológicas internacionais (UpToDate: Interferons and thyroid dysfunction).
  • D) Amiodarona: Composto rico em iodo, sabidamente altera a função tireoidiana. Hipotireoidismo e tireotoxicose são efeitos possíveis, o que justifica fortemente a dosagem de TSH antes e durante o uso (SBEM - Consenso sobre o manejo da disfunção tireoidiana induzida por amiodarona).
  • E) Metimazol: É antitireoidiano, usado no tratamento do hipertireoidismo, e seu ajuste depende do monitoramento contínuo da função tireoidiana ("...deve-se dosar TSH e T4 livre a cada 4-6 semanas no início do tratamento" - SBEM).

Estratégia de abordagem em provas: Atente-se para palavras negativas como “NÃO deve ser feita”, frequentes em pegadinhas. Além disso, questione sempre quais drogas têm respaldo em diretrizes para monitoramento específico, evitando associações não embasadas.

Resumo final: Apenas a bromocriptina não demanda monitoramento periódico do TSH, conforme evidências científicas e protocolos. As demais alternativas envolvem risco de disfunção tireoidiana.

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A bromocriptina e a L dopa inibem a secreção do TSH , logo podem levar a alterações de interpretação dos resultados.

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