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Q631014 Medicina
Paciente com nefropatia diabética apresenta hipercalemia desproporcionalmente alta em relação à elevação de creatinina. A alteração associada mais provável é
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Tema central da questão: A questão aborda um quadro clássico de hipercalemia desproporcional associada à nefropatia diabética, indicando um distúrbio na regulação do potássio mediado pelo sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), mais especificamente o hipoaldosteronismo hiporreninêmico.

Justificativa da alternativa correta (E):

No hipoaldosteronismo hiporreninêmico, habitual em diabéticos com disfunção renal crônica leve a moderada, ocorre diminuição da produção de renina pelo aparelho justaglomerular. Isso leva a diminuição da aldosterona (já que esta depende da renina via SRAA), culminando em menor excreção de potássio pelos rins e, portanto, hipercalemia. Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed. (cap. 338): “O hipoaldosteronismo hiporreninêmico é frequentemente associado ao diabetes e caracteriza-se por baixos níveis de renina e de aldosterona.”

A alternativa E) RENINA diminuída / ALDOSTERONA diminuída traduz exatamente este mecanismo fisiopatológico observado em pacientes diabéticos nefropatas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Renina normal, aldosterona elevada: Incompatível, pois ambas estariam reduzidas na condição citada.

B) Renina e aldosterona elevadas: Incorreto; ocorre na hipovolemia ou hiperativação do SRAA, não no hipoaldosteronismo hiporreninêmico.

C) Renina diminuída, aldosterona elevada: Inapropriado; a aldosterona reduz quando a renina está baixa.

D) Renina elevada, aldosterona diminuída: Visto em resistência à aldosterona (como na síndrome de resistência ao mineralocorticoide), e não na disfunção tubular do diabético.

Pegadinha e dica de prova: A chave é associar “hipercalemia desproporcional” com “nefropatia diabética”, lendo com atenção o enunciado e lembrando-se dessa fisiopatologia, que foge do padrão tradicional de relação entre creatinina e potássio.

Resumo: O distúrbio endócrino típico da nefropatia diabética com hipercalemia é o hipoaldosteronismo hiporreninêmico—tanto renina quanto aldosterona diminuídas.

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O hipoaldosteronismo hiporreninêmico (HH) é a causa mais frequente de acidose tubular renal hipercalêmica. Surge tipicamente na 6ª-7ª década de vida e é mais prevalente no gênero feminino. A maioria dos doentes sofre de diabetes mellitus e na maioria dos casos há um compromisso ligeiro a moderado da taxa de filtração glomerular - entre 30-90 mL/min/1,73m2). O HH cursa com hipercalemia crônica assintomática e em cerca de 50% dos casos com acidose metabólica hiperclorêmica. O déficit de renina e perturbações primariamente suprarrenais na síntese de aldosterona estão na base das alterações analíticas observadas, sendo a hipercalemia o que gera e perpetua a acidose metabólica.

HIPOALDOSTERONISMO HIPORRENINÊMICO: aldosterona biaxa e renina baixa

Pouca renina --> pouca aldosterona

Pouca aldosterona --> retenção de K+ e H+

Excesso de k+ --> rins excretam menos H+

Resultado --> Ac metabólica hiperCl e hiperK

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